A ExpoÉgua foi inaugurada na tarde desta quinta-feira, 21 de maio, na Golegã, afirmando-se como um dos eventos centrais na valorização das tradições equestres, da identidade do concelho e da dinâmica turística do Ribatejo.
O certame afirma-se como um evento dedicado à valorização das éguas e dos poldros, animais muitas vezes menos reconhecidos no setor equestre, mas com um papel central na dinâmica da atividade e na identidade do concelho. Na sua 26.ª edição, a ExpoÉgua voltou a reunir entidades, parceiros e agentes locais em torno de uma programação que cruza tradição, gastronomia, produtos endógenos e promoção turística.
O presidente da Câmara da Golegã, António Camilo, sublinhou que a ExpoÉgua se tem afirmado ao longo dos anos como um projeto consolidado, agregador e representativo da identidade local. Na sessão de abertura, agradeceu a presença de entidades e parceiros institucionais, reconhecendo ainda o trabalho da autarquia, dos funcionários municipais e das associações que colaboram na organização.
Para o autarca, o certame é uma celebração da união do território e de todos os que acreditam no projeto, assumindo várias vertentes que vão além da componente equestre. A ExpoÉgua integra o Festival da ExpoÉgua, o Encontro de Lusitanos, a mostra gastronómica de peixes do rio, o salão de azeite e a mostra de produtos endógenos, reforçando a ligação entre tradição, economia local e identidade cultural.
Também Mário Nunes destacou a importância do apoio dado à Reserva da Biosfera do Tejo, que considerou um modelo internacional e um bem comum da região e do país. O responsável salientou o valor do evento na promoção das tradições, da cultura, dos recursos naturais e da gastronomia, defendendo a articulação entre municípios, freguesias e empresas como forma de potenciar resultados.
Mário Nunes assinalou ainda que 2026 será um ano decisivo para a reserva, com a apresentação do relatório à UNESCO e a preparação do dossiê para a sua revalidação por mais 10 anos. No final, deixou votos de êxito à ExpoÉgua, destacando as sinergias criadas por um conjunto de eventos que aproveita o mesmo espaço e os mesmos recursos para multiplicar efeitos no território.
Pedro Beato frisou, por sua vez, a importância da ExpoÉgua para a afirmação da Golegã e do Ribatejo no turismo equestre, destacando a boa articulação entre as várias entidades ligadas ao setor. O responsável garantiu que a entidade regional de turismo continuará disponível para apoiar esta dinâmica, chamando ainda a atenção para a necessidade de reforçar a oferta de alojamento e para o impacto do investimento do grupo Vila Galé na fixação de visitantes e na valorização do destino.
Já Diogo Rosa apresentou a ExpoÉgua como um evento âncora para o turismo equestre da Golegã, sublinhando a relevância da iniciativa na promoção das éguas e dos produtos associados ao setor. Recordou que o Festival da Biosfera foi criado para juntar a componente equestre à valorização dos produtos endógenos do concelho, como o peixe do rio, o azeite e o vinho, reforçando a economia local e a identidade do território.
O vice-presidente da Câmara adiantou ainda que estão em curso novos investimentos ligados ao turismo e ao setor equestre, incluindo no Centro de Alto Rendimento do IPS, com o objetivo de combater a sazonalidade e consolidar a Golegã como destino turístico ao longo de todo o ano.



































