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Estrada Nacional 118 é forte constrangimento para o desenvolvimento da região mas população parece pouco interessada

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É verdade que o horário, uma sexta-feira pela manhã, não ajudou, mas a avaliar pela presença de munícipes, e até autarcas, mas as preocupações com a mobilidade na Lezíria do Tejo parecem interessar pouco a quem utiliza as redes viárias dos onze concelhos que a compõem.

Contabilizando funcionários do Município Benavente, que organizou o “Encontro Sobre a Mobilidade na Lezíria do Tejo”, autarcas, técnicos e munícipes, o Centro Cultural de Samora Correia tinha pouco mais que uma dúzia de assistentes, num encontro onde se falou sobre a mobilidade da Lezíria, e em que uma das grandes conclusões foi que o constrangimento verificado na EN118, é agora um dos grandes fatores de impedimento para o desenvolvimento da região.

“A Estrada Nacional 118 foi fator de desenvolvimento dos territórios, mas está agora a ser um grande constrangimento”, afirmou Carlos Coutinho, Presidente da Câmara Municipal de Benavente, que lamentou que a Infraestruturas de Portugal não retire do papel as propostas apresentadas pela autarquia, para a construção de variantes a Benavente e Samora Correia, que iriam permitir retirar dos centro da vila e cidade o tráfego, sobretudo pesado, que está a fazer na Nacional 118 um dos fatores de retrocesso nos concelhos onde passa, nomeadamente Benavente, Salvaterra de Magos, Almeirim, Alpiarça e Chamusca.

Outra das opções validadas pelo autarca era a possibilidade das autoestradas 10 e 13 pudessem ser gratuitas, sobretudo nos troços de Benavente, que iriam permitir que o trânsito pesado os utilizasse sem custos.

O Presidente da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo, Pedro Ribeiro, que se afirmou contra as privatizações, considerando que “os 260 milhões de euros que a Brisa anunciou de lucros” poderiam reverter para a requalificação de estradas nacionais, compartilhou da opinião de Carlos Coutinho, considerando que é urgente uma requalificação da EN118.

Pedro Ribeiro lamentou que se continuem a adiar, “para 2030, 2040, 2050”, as políticas necessárias em termos rodoviárias, mas também ambientais, pois o grande fluxo de trânsito é também prejudicial ao ambiente.

Presente na sessão esteve também António Torres, primeiro secretário da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo, que apresentou aquilo que irá ser a nova transportadora da Lezíria do Tejo, anunciando um investimento que será superior a 30 Milhões de euros, mas que tem como grande objetivo dar uma melhor e maior cobertura da rede de transportes públicos para a Lezíria do Tejo.

Entre as medidas a implementar pela empresa, está um passe de rede, que irá permitir a todos os que o possuam viajar entre os 11 concelhos da Lezíria do Tejo, havendo ainda a possibilidade deste vir a permitir a utilização de outros transportes “a um preço apelativo”.

O responsável lamentou ainda que o programa de transporte a pedido da Lezíria do Tejo tenh um “número de utilizadores baixo”, estando por isso a entidade disponível para realizar novas sessões que permitam uma maior dinamização do programa.

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