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Emoção e recados na despedida do executivo Municipal da Chamusca

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Paulo Queimado presidiu à Câmara Municipal da Chamusca nos últimos 12 anos, cessando funções com término deste mandato, sendo substituído por Nuno Mira do Partido Socialista, a partir de 2 de novembro. O autarca chamusquense aproveitou a última reunião do executivo, na manhã de terça-feira, 21 de outubro, para fazer as devidas despedidas.

O autarca deixou rasgados agradecimentos aos três executivos com quem trabalhou naquele que foi “o período mais intenso, mais exigente e mais transformador” da sua vida pública, bem como a todos os funcionários do município, sem os quais, diz, não teria conseguido levar a cabo o trabalho concluído ao longo de 12 anos, onde lista projetos como a requalificação das escolas primárias do concelho, a requalificação da Escola Sede do Agrupamento de Escolas, a nova Unidade de Saúde Familiar, a requalificação urbana do centro da Chamusca, a criação da Rede de Universidades Sénior da Chamusca (RUSCha), a loja social Botique, entre outros projetos que o autarca destacou.

O ainda presidente da Câmara referiu também o trabalho feito ao longo dos três mandatos na extinção de uma dívida a rondar os cinco milhões de euros e no equilíbrio das contas do município, deixando nos cofres da câmara mais de 2,5 milhões de euros. O autarca desejou ainda sucesso ao novo executivo.

“Hoje, deixo a Câmara melhor do que a encontrei”, garantiu o autarca, que passará a desempenhar um novo papel na vida política do concelho, como deputado da Assembleia Municipal.

Sem esconder a emoção, Paulo Queimado agradeceu ainda à família por suportar as ausências “a que a missão autárquica obrigou”, especialmente à filha, que não era raro acompanhá-lo.

“Saio com serenidade e muito orgulho. Deixo um concelho mais moderno, mais justo, mais sustentável e mais humano”, garante.

Paulo Queimado deixou ainda alguns recados a alguma comunicação social regional, com quem manteve uma relação pouco amigável, apelidando-os de “velhos do restelo” que diz terem teimado em denegrir o seu trabalho porque “não lhes pagou para dizer a verdade e enaltecer o nosso concelho, porque a eles já não lhes pertence”.

Cláudia Moreira, vice-presidente do executivo nos últimos três mandatos, deixou também críticas a “quem usa a pena não para informar mas para ferir” e a “quem confunde a liberdade de imprensa com a liberdade para ofender”. A autarca afirmou que a democracia precisa de “crítica honesta, não de mercadoria”, atirando ainda que “a liberdade é um bem demasiado sério para ser usado como chantagem”.

Do atual executivo em funções apenas Rui Ferreira transita para o próximo ciclo autárquico, integrando a equipa de vereação de Nuno Mira. Tiago Prestes (PSD) e Gisela Matias (CDU) vão dar lugar a dois vereadores eleitos pelo movimento independente que formará a oposição ao novo executivo.

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