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Dezenas de estradas continuam interditas na região devido às cheias do Tejo

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Foto por: D. R.
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As cheias no rio Tejo e afluentes estão a provocar a submersão de dezenas de estradas em vários concelhos do distrito de Santarém, levando a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil a renovar o apelo à prudência e à adoção de comportamentos de autoproteção.

Segundo o último aviso do Comando Regional de Emergência e Proteção Civil de Lisboa e Vale do Tejo, os níveis hidrométricos do rio Tejo e dos seus afluentes registam uma fase de estabilização, apesar da forte precipitação e das descargas das barragens espanholas.

Ainda assim, é expectável a continuidade da subida dos caudais nas próximas horas, o que poderá agravar o galgamento do leito do rio e aumentar as áreas inundadas nas zonas ribeirinhas. Em vários concelhos do distrito de Santarém encontram‑se vias submersas, cortadas ou com circulação condicionada, com especial incidência nas zonas ribeirinhas do Tejo e do Sorraia.

  • Coruche: submersos o desvio à Ponte da Escusa (Couço–Coruche), passagem de Entre‑Águas, ligações entre EN114 e EN251 (Estrada das Meias) e EN114‑3 e EN119 (Estrada da Amieira), Estrada do Rebolo, bem como galgamento da margem esquerda do rio Sorraia.
  • Salvaterra de Magos: submersa a ligação Marinhais–Foros de Salvaterra (Estrada do Paúl), troço entre Rua Alves Redol/Estrada do Escaroupim e Estrada dos Toiros, Rua da Caseta (Marinhais) e estrada do Massapez.
  • Cartaxo: submersa a EN114‑2 entre Setil e a Ponte do Reguengo, a EN3‑2 entre Reguengo e Valada, a rua Prof. Fernando Jaime Soares da Costa (Vila Chã de Ourique–EN114‑2) e a EM587 Lance 3 Pontas/Vale de Santarém.
  • Santarém: submersas a EN365‑4 (Ponte de Alcaides), EN365 (Ponte do Celeiro), Ponte do Alviela (Pombalinho/Vale de Figueira), EM1348 (Vale de Figueira/Santarém – Estrada do Campo), cais da Ribeira de Santarém, vários arruamentos em Ribeira de Santarém e Perofilho, troços junto ao rio Alviela, acessos à A1 e talude de acesso ao Centro Histórico/Alfange, bem como estradas em Azóia de Baixo, Casais da Charruada e acesso à Quinta da Califórnia.
  • Golegã: submersa a CM1 (Estrada dos Lázaros), Ponte do Alviela (EN365 – Pombalinho/Vale de Figueira, interdita), campos agrícolas inundados nas freguesias da Golegã, Azinhaga e Pombalinho, Estrada da Cholda parcialmente inundada e EM572 (São Caetano–Quinta da Cardiga–Vila Nova da Barquinha) com ponte em risco de colapso.
  • Rio Maior: submersas vias municipais Lobo Morto/Pé da Serra, Quinta do Seabra/Vila da Marmeleira, CM de São João da Ribeira e Laroujo, ligação Valbom–Marmeleira, com várias inundações em arruamentos de São João da Ribeira, Valbom, Assentiz, Calhariz, Moçarria, Arruda dos Pisões e Malaqueijo.
  • Chamusca: ligação fluvial Arripiado–Tancos encontra‑se interditada.
  • Alpiarça: submersa a EN368 Alpiarça/Tapada, EM1391 e EM1369 (Estrada do Meio) com circulação interditada, bem como uma estrada rural junto à Reserva do Cavalo Sorraia/ETAR de Almeirim e Alpiarça.
  • Azambuja: acesso à Maçussa cortado por via submersa, estrada Azambuja–Virtudes inundada, EN3‑2 entre Azambuja e Valada submersa e problemas em taludes do rio Ota junto a Vila Nova da Rainha.
  • Benavente: submersa a EM1456 (Benavente/Reta do Cabo) e risco de submersão da EM515 (Paúl do Trejoito).
  • Almeirim: troços da ER‑A2 entre a Ponte de Benfica do Ribatejo e a EN114, e entre EN114 e EN368, cortados devido à presença de lençóis de água.

O Plano Especial de Emergência para Cheias na Bacia do Tejo encontra‑se ativo em nível amarelo, devido à manutenção de caudais elevados e ao número crescente de vias afetadas.
As autoridades alertam para a possibilidade de inundações urbanas, cheias rápidas, instabilidade de taludes, deslizamentos de terras, formação de lençóis de água e interdição de estradas por submersão.

A Proteção Civil recomenda que sejam retirados equipamentos, viaturas, bens e animais das zonas normalmente inundáveis, evitando deslocações desnecessárias a margens de rios e a estradas alagadas.
A população é ainda aconselhada a acompanhar a informação oficial e a seguir as orientações dos serviços municipais e agentes de proteção civil, lembrando que “a prevenção começa em cada um de nós”.

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