Dezenas de peixes têm aparecido mortos na Vala Real de Alpiarça, junto ao Parque do Carril, no concelho de Alpiarça, ao que tudo indica vítimas de uma descarga poluente. O NS esteve no local na manhã de segunda-feira, 14 de setembro, podendo verificar a existência de cadáveres de peixes no açude, manchas de uma substância poluente na água e um cheiro nauseabundo no local.
A situação tem sido denunciada nas redes sociais desde quinta-feira, 10 de setembro, quando começaram a surgir relatos que havia várias espécies de pequenos peixes a aparecer mortos nas margens da Vala e junto ao açude, bem como de um cheiro nauseabundo que se fazia sentir no local. A situação prolonga-se pelo menos até esta segunda-feira, surgindo já várias dezenas de cadáveres de carpas junto ao açude. O cheiro mantém-se e a água apresenta uma tonalidade negra com manchas similares a óleo a serem bem visíveis a olho nu.
O aumento do caudal da Vala Real naquele local também é de estranhar, numa altura do ano em que o caudal costuma ser relativamente baixo, uma vez que não se registam elevados níveis de precipitação nem aumentos exponenciais de caudais no Rio Tejo, onde desagua a Vala Real.
O NS subiu a montante da Vala e passou por dois locais onde se pode aceder à Vala. No primeiro, ainda no concelho de Alpiarça, não foi possível apurar se o nível do caudal estaria acima do expectável para um final de verão, uma vez que a quantidade de jacintos de água tapava por completo espelho de água. Ainda assim no segundo local visitado pelo NS, em Vale de Cavalos, no concelho da Chamusca, o caudal estava baixo, havendo poucos metros cúbicos de água a passar e não apresentava a mesma tonalidade negra nem as manchas poluentes, levando a querer que a eventual descarga poluente terá acontecido entre este local e o parque do Carril.
O NS sabe que a Câmara de Alpiarça já está a par da situação, uma vez que o vereador Jorge Freitas, responsável pelo pelouro do Ambiente, esteve junto ao açude, acompanhado pelo responsável da Proteção Civil do Município e de uma comitiva da Guarda Nacional Republicana onde estava inserido um elemento do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), que vai agora investigar o sucedido.
O vereador Jorge Freitas recusou-se a prestar quaisquer declarações sobre o sucedido e sobre que medidas a Câmara Municipal iria tomar para prevenir novas descargas.






















