Depois da enguia, tomate e produtos endógenos são a nova aposta de Salvaterra de Magos

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A valorização do tomate e de outros produtos endógenos poderá vir a assumir um papel estratégico no desenvolvimento económico e turístico do concelho de Salvaterra de Magos, revelou a presidente da autarquia, Helena Neves, ao destacar uma nova linha de trabalho centrada na promoção dos recursos locais.

À margem do encerramento do Mês da Enguia, e em declarações ao NS, a autarca sublinhou que o município está a desenvolver uma estratégia com foco na valorização dos produtos do território, apontando o tomate como um dos exemplos mais relevantes. “Estamos a trabalhar nisso, com a equipa de desenvolvimento do território, com a equipa da Cultura e, de facto, a trabalharmos para que os nossos produtos endógenos sejam potenciados”, afirmou.

Entre os vários produtos agrícolas do concelho, Helena Neves destacou o papel diferenciador do tomate, não só do ponto de vista gastronómico, mas também económico. “O tomate é de facto algo também muito diferenciador no nosso território, não só do ponto de vista gastronómico, mas também do ponto de vista económico, porque temos imensos agricultores que produzem tomate”, referiu.

A presidente da câmara indicou ainda que esta aposta poderá ir além da simples promoção agrícola, integrando uma abordagem mais ampla que valorize todo o processo produtivo. “Há todo um conjunto de coisas que pode ser passado e até usado, imagine o dia a dia da produção de tomate”, explicou, apontando para o potencial de criação de novas experiências e dinâmicas associadas ao setor.

Sem avançar detalhes concretos, Helena Neves garantiu que o trabalho está em curso e que se trata de uma aposta com ambição estratégica. “Não lhe vou ainda dizer o que é, porque não é um lançamento e é uma ideia que está na aposta da promoção dos nossos produtos endógenos como algo que pode ser estratégico para a atração de potenciais visitantes ao nosso território e de potenciais investidores”, afirmou.

A responsável destacou ainda a importância de olhar para o território de forma integrada, valorizando os recursos próprios como fator de diferenciação. “É ver o território como um todo e perceber que, com os nossos produtos que são nossos, podemos atrair investimento, atrair visitantes”, concluiu.

A estratégia agora em desenvolvimento pretende, assim, reforçar a identidade local e potenciar novas oportunidades económicas, tendo como base os produtos agrícolas que caracterizam o concelho ribatejano.

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