No próximo dia 29 de março, sábado, Coruche celebra os 512 anos da concessão do Foral Manuelino e o Dia Nacional dos Centros Históricos com uma tarde dedicada à História e à cultura locais.
O Largo do Pelourinho e a Praça da Liberdade serão o cenário de uma programação que inclui uma recriação teatral da atribuição do Foral, uma palestra sobre D. Manuel I e a vila de Coruche, e um momento musical inspirado no ambiente quinhentista.
A tarde festiva culmina com um beberete, oferecendo ao público uma imersão no passado da vila.
O Município de Coruche promove esta iniciativa que convida a comunidade a revisitar um dos momentos mais simbólicos da história local. Embora o Foral Manuelino tenha sido outorgado a 28 de março de 1513, a celebração decorre no dia 29, a partir das 15 horas, oferecendo uma viagem ao século XVI e ao impacto deste documento na evolução da vila.
A programação tem início com a palestra “D. Manuel I e a vila de Coruche”, proferida pelo Doutor José António Martins, que abordará o contexto histórico da atribuição do Foral e a sua relevância na reorganização administrativa do território.
Segue-se a dramatização da concessão do Foral pela Associação Cultural Teatrário, que proporcionará uma perspetiva viva e interativa deste ato régio. A encenação incluirá a convocatória dos homens bons, a redação e leitura pública do Foral, bem como a presença de um tabelião que, após a assinatura, reproduzirá a caligrafia renascentista da época. Jovens e adultos poderão participar como figurantes voluntários nesta recriação histórica, com inscrições disponíveis através do e-mail museu.municipal@cm-coruche.pt.
A animação musical ficará a cargo dos grupos Troubad`Ouros e Barro Negro, que interpretarão temas inspirados no reportório trovadoresco e jogralesco do século XVI, recriando a sonoridade da época. As comemorações encerram com um beberete, evocando os sabores de outros tempos e promovendo o convívio entre participantes e público num ambiente marcado pela autenticidade histórica.
A atribuição do Foral Manuelino a Coruche enquadra-se no processo de reformulação dos forais medievais levado a cabo por D. Manuel I, com o objetivo de modernizar a administração e gestão dos concelhos. O novo documento manteve elementos do foral original, concedido por D. Afonso Henriques em 1182, mas introduziu alterações significativas na organização territorial e sistema tributário. Na época, Coruche era considerada uma vila de importância estratégica, com forte ligação à agropecuária e à exploração de recursos como a cortiça e a madeira.
Hoje, muitos dos gestos, crenças e tradições de Coruche têm raízes no quotidiano dos séculos XV e XVI. A leitura do Foral permite compreender o percurso da comunidade e celebrar a sua identidade, numa viagem ao passado.



