A Câmara Municipal de Coruche aprovou esta quarta-feira, com os votos favoráveis do PS e as abstenções dos vereadores do movimento Volta Coruche 25 e PSD o orçamento municipal para o ano 2026, com um valor global de 44,8 Milhões de euros.
Nuno Azevedo (PS), presidente da Câmara Municipal de Coruche elencou um conjunto de ações de investimento municipal, que de acordo com o divulgado ascendem a 18,3 Milhões de euros, com destaque para a intervenção no edifício dos Paços do Concelho, aquisição de viaturas, Fórum Cultural de Coruche, Mercado Municipal, aquisição de equipamentos para os Bombeiros e Proteção Civil, requalificação de escolas, requalificação do Centro de Saúde, loteamentos habitacionais no Biscainho, Santana do Mato e Erra, construção de habitação no “edifício das Corujas”, Núcleo Museológico da Erra e a Ponte da Escusa.
O autarca anunciou ainda um conjunto de arruamentos e ruas em que a câmara pretende intervir, nas várias freguesias do concelho.
O orçamento de Coruche contempla também uma verba de cerca de 1 milhão de euros para a ação social escolar, bem como cerca de 750 mil euros para a cultura, de onde se destacam as Festas de Coruche, com cerca de 360 mil euros.
O turismo, com uma verba de 287 mil euros e a economia local merecem também atenção do orçamento municipal.
Apesar de se terem abstido no orçamento, a oposição não deixou de criticar este orçamento, sobretudo por não conter nenhuma rúbrica nova, para além das que provêm do anterior executivo, o que é demonstrativo da continuidade das políticas adotadas.
Dionísio Mendes, do movimento Volta Coruche 25, lamentou que muitas das rúbricas sejam apenas abertas e que não contenham verbas para a sua realização, manifestando preocupações com a áreas como a saúde, social, ensino e habitação.
Também Osvaldo Ferreira, do movimento independente lamentou a “linha de continuidade” verificado no documento.
A proximidade aos territórios do novo Aeroporto de Lisboa foi para o eleito deixada de fora do orçamento municipal, motivo que a que este revelou estranheza.
O eleito lamentou também a baixa execução verificada ano após ano e o arrastar de rubricas no orçamento.
O social democrata Francisco Gaspar lamentou também que este seja um orçamento “que parece o de há um ano atrás”, manifestando preocupação por nada ter sido alterado em áreas sensíveis como a fixação de população ou o associativismo.





