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Contrafações na moda, jóias e relógios causam perdas de 420 ME em Portugal

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Foto por: Felgueiras, 21/05/2020 - Uma brigada da ASAE, efectuou esta tarde em Felgueiras uma acção de fiscalização para a comercialização indevida de máscaras comunitárias de proteção ao COVID-19. (Miguel Pereira/Global Imagens)
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As contrafações no setor do design causam perdas de 420 milhões de euros em Portugal, com o setor do vestuário a representar a maior fatia do impacto, segundo o Instituto da Propriedade Intelectual da União Europeia (EUIPO).

De acordo com os dados do EUIPO, avançados em comunicado, em Portugal, a contrafação causa perdas anuais de 337 milhões de euros no setor do vestuário e de 83 milhões de euros nos setores das malas, da joalharia e dos relógios.

Já em termos globais, na União Europeia (UE), o setor da moda e do vestuário “sofre perdas anuais estimadas em 12 mil milhões de euros, enquanto as malas, joias e relógios falsificados custam aos fabricantes genuínos cerca de 2,7 mil milhões de euros em vendas perdidas todos os anos na UE”.

Segundo os resultados do inquérito realizado à escala da UE, metade dos consumidores da UE valorizam um bom design e cerca de três em cada quatro (73%) “estão dispostos a pagar mais por um produto com um design mais aprimorado”.

Ainda assim, “impulsionados pela expansão do comércio eletrónico e pela influência das redes sociais”, têm surgido mais produtos contrafeitos e cerca de 13% dos europeus afirmam ter comprado intencionalmente este tipo de produtos, “um valor que sobe para 26% entre os consumidores mais jovens, com idades compreendidas entre os 15 e os 24 anos”.

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