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Consumo elétrico atinge recorde histórico em 2025 e produção renovável mantém peso dominante

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O consumo de eletricidade em Portugal atingiu em 2025 um novo máximo histórico, com 53,1 terawatts-hora (TWh) abastecidos a partir da rede pública, anunciou a REN – Redes Energéticas Nacionais. O valor representa um aumento de 3,2% face ao ano anterior (ou 2,3% tendo em conta a correção dos efeitos da temperatura e dos dias úteis), ultrapassando o anterior recorde de 52,2 TWh registado em 2010. Só em dezembro, o consumo cresceu 6,9% em termos homólogos.

A produção de origem renovável também atingiu o valor mais elevado de sempre, totalizando 37 TWh, o equivalente a 68% do consumo nacional. Este desempenho ficou próximo dos 70% verificados em 2024, apesar das restrições técnicas impostas após o apagão de 28 de abril.

Entre as renováveis, destacou-se a energia solar, cuja produção aumentou 25%, refletindo a forte expansão desta tecnologia no país. A hídrica beneficiou de um ano particularmente favorável — com um índice de produtibilidade de 1,32 — e representou 27% do total consumido. Seguiram-se a eólica (25%), a solar (11%) e a biomassa (5%).

Já a produção não renovável, praticamente integralmente a gás natural, ascendeu a 7,9 TWh, mais 54% do que em 2024, representando 15% do consumo. O saldo importador de eletricidade manteve-se elevado, situando-se nos 9,3 TWh, o equivalente a 17% das necessidades nacionais, embora 11% abaixo do ano anterior.

No setor do gás natural, o consumo aumentou 11%, para 45,0 TWh, impulsionado pelo segmento de produção elétrica, que cresceu 93% face a 2024. Ainda assim, o consumo total manteve-se 8% abaixo de 2023. O consumo convencional – doméstico e empresarial – recuou 6,4%, atingindo o valor mais baixo desde 2009.

O aprovisionamento nacional manteve-se quase totalmente dependente do terminal de GNL de Sines, que respondeu por cerca de 97% das entradas. A Nigéria (52%) e os Estados Unidos (41%) foram as principais origens do gás natural importado, enquanto as interligações com Espanha representaram apenas 3% do total.

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