Conheça todos os detalhes da votação das Eleições Presidenciais. Do voto antecipado a cada um levar a sua caneta

Conheça todos os detalhes da votação das Eleições Presidenciais. Do voto antecipado a cada um levar a sua caneta

10 Janeiro 2021, 22:01 Não Por Redacção

O Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, anunciou este domingo, os detalhes da votação para as Eleições Presidenciais, agendadas para 24 de Janeiro, podendo os eleitores votar antecipadamente já a 17 de Janeiro.

“A partir de dia 17 de janeiro, uma semana antes do dia marcado para as eleições, todos os cidadão poderão votar sem justicação”, disse Eduardo Cabrita, que relevou que “tínhamos mais de 20 mil inscrições” para o voto antecipado, até às 18 horas deste domingo, 10 de Janeiro.

Relativamente aos eleitores em confinamento obrigatório, devido à Covid-19, Eduardo Cabrita garante que poderão registar-se entre dia 14 e 17 de Janeiro para o exercício de voto antecipado, que será exercido nos dias 19 e 20.

O voto antecipado em mobilidade foi alargado por lei aprovada no parlamento e pode ser feito na sede de cada um dos 308 concelhos do país, em vez da sede do distrito, como aconteceu nas eleições legislativas de 2019.

Assim, quem quiser antecipar o seu voto para 17 de janeiro, numa qualquer câmara municipal, em vez do dia 24 na mesa de voto onde está inscrito, tem de o fazer entre domingo e quinta-feira.

O pedido pode ser feito por via eletrónica junto do Ministério da Administração Interna no “site” www.votoantecipado.mai.gov.pt ou através de correio normal.

O eleitor deve mencionar o nome completo, data de nascimento, número de identificação civil, morada, mesa de voto antecipado em mobilidade onde pretende exercer o direito de voto, endereço de correio eletrónico e/ou contacto telefónico, havendo uma minuta na página da Internet do Ministério da Administração Interna.

No dia 17 de janeiro, o eleitor vota na mesa do local escolhido, de acordo com a alteração à lei, aprovada em outubro pela Assembleia da República.

Eduardo Cabrita anunciou também que houve uma redução do número de eleitores por mesa de voto, ou seja, que os habituais 1.500 cidadãos por mesa de voto foram reduzidos para 1.000.

Com esta alteração houve a criação de “2.800 secções de voto a mais”.

“Vamos passar de pouco mais de 10.000 [secções de voto] para cerca de 13.000 secções de voto e este é também um contributo para a redução dos ajuntamentos, das filas no memento de exercício de direito de voto”, completou o ministro.

O governante também recordou que, ao contrário do que era habitual em todos os atos eleitorais até hoje, por causa da pandemia, os cidadãos devem fazer-se acompanhar por uma caneta quando forem votar, para evitar que os eleitores utilizem as mesmas canetas, aumentando o risco de contágio pelo SARS-CoV-2.

Idosos confinados em lares também poderão votar antecipadamente

Os idosos que estão confinados em lares por causa da pandemia deverão poder exercer o direito de voto antecipadamente, afirmou hoje o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita.

“Tudo está a ser feito nesse sentido para que as pessoas que, por razões de saúde pública, estão internadas em estruturas residenciais para idosos, os lares para idosos, na designação mais comum, sejam equiparados a cidadãos em situação de isolamento profilático”, disse Eduardo Cabrita, em conferência de imprensa, nas instalações do Ministério da Administração Interna (MAI), em Lisboa.

Ou seja, os idosos que residem em lares deverão poder fazer a inscrição para o voto antecipado entre 14 e 17 de janeiro – à semelhança dos cidadãos que estão em isolamento profilático obrigatório decretado pelas autoridades sanitárias -, podendo exercer este direito entre os dias 19 e 20.

Os votos serão recolhidos por “equipas organizadas pelas autarquias” com o apoio da Administração Eleitoral e também das forças de segurança, que se deslocarão aos lares, prosseguiu o ministro.


Redacção com Agência Lusa