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Companhia das Lezírias prepara novidades no vinho e admite entrada em novas fileiras agrícolas

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A Companhia das Lezírias está a preparar o lançamento de novos produtos vínicos, numa estratégia de adaptação às novas tendências de consumo e aos desafios que o setor enfrenta. A revelação foi feita pelo presidente do Conselho de Administração, Eduardo Oliveira e Sousa, durante a Feira Nacional de Agricultura, onde a empresa voltou a marcar presença para promover os seus produtos e a sua ligação ao território ribatejano.

Ao abordar a atual situação do mercado do vinho, Eduardo Oliveira e Sousa admitiu que o setor atravessa um período de transformação, mas garantiu que a Companhia das Lezírias está a preparar-se para responder às novas exigências dos consumidores. “A companhia optou por olhar para o seu próprio setor do vinho e tentar trazê-lo para uma realidade diferente que está a formar-se. Por isso, é provável que a companhia, dentro de pouco tempo, traga alguma inovação em produtos que são vinhos diferentes, na busca daquilo que hoje o consumo nos diz que está a querer evoluir”, afirmou.

Sem revelar detalhes sobre os novos produtos, o responsável deixou claro que a aposta passa pela inovação e pela capacidade de adaptação a um mercado em constante mudança. Segundo Eduardo Oliveira e Sousa, a Companhia das Lezírias pretende manter a sua relevância num setor onde as preferências dos consumidores estão a evoluir rapidamente.

A presença da empresa na Feira Nacional de Agricultura surge precisamente como uma oportunidade para mostrar a diversidade das suas atividades e produtos. O presidente da administração recordou que a Companhia das Lezírias continua profundamente ligada às tradições do Ribatejo, mas também à produção de bens de excelência. “Temos uma montra destes produtos de excelência que a Companhia das Lezírias produz”, afirmou, destacando o vinho, o arroz, o tomate e a cortiça como algumas das principais referências da empresa.

Apesar da aposta na inovação vínica, Eduardo Oliveira e Sousa reconheceu que tanto o setor do vinho como o da cortiça enfrentam desafios significativos. Sobre esta última fileira, alertou para a quebra de rentabilidade que afeta o montado de sobro e defendeu a criação de mecanismos que valorizem os serviços ambientais prestados pelos proprietários florestais.

“O montado de sobro deixa de ter interesse económico, vai morrer e por isso o Governo tem que criar medidas que permitam que o montado se mantenha vivo”, alertou.

O responsável defendeu igualmente que a agricultura europeia necessita de maior apoio para manter a sua competitividade, alertando para o risco de abandono do território rural caso não existam medidas concretas de valorização do setor.

Questionado sobre a possibilidade de a Companhia das Lezírias vir a apostar na produção de pequenos frutos, tema central da edição deste ano da Feira Nacional de Agricultura, Eduardo Oliveira e Sousa não afastou esse cenário. “Eventualmente. O futuro a Deus pertence e as valências que o território tem podem eventualmente levar a que a companhia se possa transformar num produtor de framboesas ou qualquer coisa do género, porque Portugal tem condições extraordinárias para a produção de pequenos frutos”, admitiu.

Para já, a grande novidade passa pela preparação de novos vinhos, uma aposta que pretende posicionar a Companhia das Lezírias na linha da frente da inovação no setor e responder às novas exigências do mercado, sem perder a ligação às tradições e à identidade agrícola que marcam os seus 190 anos de história.

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