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Companhia das Lezírias doa 250 toneladas de feno a agricultores afetados pelos incêndios

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A Companhia das Lezírias iniciou na passada semana uma ação solidária destinada a apoiar os produtores pecuários do Barroso e da Beira Baixa que sofreram graves prejuízos com os incêndios das últimas semanas. Esta quinta-feira, o Presidente do Conselho de Administração da Companhia das Lezírias (CL), Eduardo Oliveira e Sousa, acompanhou mais um carregamento de cerca de 30 de um total de 250 toneladas de feno que serão doadas aos agricultores afetados do centro e norte do país.

Eduardo Oliveira e Sousa, sublinhou que este gesto se insere numa tradição de entreajuda do mundo rural em momentos de catástrofe. Nas suas palavras, “a Companhia das Lezírias não só está atenta como está empenhada em fazer parte de todo um conjunto de ações de solidariedade que o mundo rural tem demonstrado em situações como esta. Infelizmente não é a primeira vez que acontece. Já em 2017 houve um movimento idêntico e, desde então, sempre que surgem tragédias desta dimensão, as organizações de agricultores unem-se e criam uma verdadeira onda de solidariedade”.

De acordo com Eduardo Oliveira e Sousa, a Companhia das Lezírias disponibilizou forragem das suas próprias explorações. “A companhia não foi comprar ao exterior. Esta oferta está a ser feita pelas nossas próprias unidades. Decidimos avançar com cerca de mil fardos de feno, o que equivale a aproximadamente 250 toneladas. Estes serão entregues às organizações que coordenam no terreno a distribuição, como a OVIBEIRA, a Cooperativa Agro Rural de Boticas e a Câmara Municipal de Arganil”, explicou.

Questionado sobre o alcance da iniciativa, o responsável foi perentório: “A importância aqui não se mede em números. Mede-se através da ação. Uma empresa como a Companhia das Lezírias, que pretende ser um exemplo e um espelho do mundo rural, tem de estar presente. Estamos todos no mesmo barco, como se costuma dizer. Era impensável que não estivéssemos disponíveis para ajudar os nossos colegas agricultores que vivem agora uma situação terrível, vendo em muitos casos a totalidade dos seus bens perdidos”.

Recordando experiências passadas, o administrador lembrou que já participou em movimentos semelhantes. “Eu próprio estive envolvido na mobilização de 2017, quando era presidente da CAP. Na altura, criámos um regime de receção, organizámos transportes e fizemos chegar alimento às associações locais. Muitas vezes os agricultores levantam apenas um ou dois fardos, outras vezes precisam de dez ou quinze. Essa coordenação cabe às cooperativas e às associações de produtores. São eles que conhecem as necessidades reais no terreno”, referiu.

O responsável destacou ainda a dimensão coletiva do movimento de solidariedade. “Sei que há agricultores a comprar feno e palha em Espanha para trazer para Portugal. Sei também que até os agricultores dos Açores organizaram uma mobilização desse tipo, atravessando o Atlântico. Isso é a prova de que os agricultores estão solidários uns com os outros, mesmo com três mil quilómetros de mar pelo meio. Tiro-lhes o chapéu, como se costuma dizer”, afirmou.

Sobre outras formas de apoio, Eduardo Oliveira e Sousa deixou claro que a Companhia das Lezírias tem limites. “Na questão da alimentação animal podemos intervir. Agora, para quem perdeu fruteiras, máquinas ou casas, tem de haver outras respostas, que cabem ao Governo. Nós ajudamos onde é mais urgente, ou seja, nos seres vivos que precisam de comer todos os dias. As 250 toneladas que disponibilizamos não resolvem o problema do país, mas são uma contribuição significativa”, apontou.

Esta ação reforça o compromisso da Companhia das Lezírias e do Ministério da Agricultura com os territórios rurais e os produtores pecuários. Como frisou o administrador da Companhia das Lezírias, “há aqui uma necessidade de minimizar o sofrimento e de ajudar à recuperação. É isso que nos move e é essa a função da solidariedade que partilhamos com tantos outros que também se mobilizaram”.

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