O Cine‑Teatro Elisa Tavares Bonacho, na Golegã, vai acolher até ao final de 2027 uma programação alargada que inclui teatro, música, dança e iniciativas comunitárias, resultado de uma colaboração com o coletivo artístico Persona Varia.
O plano foi apresentado esta terça‑feira, numa sessão realizada no próprio cine‑teatro, que reuniu representantes de vários municípios, da Fundação José Saramago, da Fundação Mendes Gonçalves e diversas figuras ligadas ao setor cultural.
Entre as propostas anunciadas para 2026 destaca‑se a comédia “Pátio Cunha”, protagonizada por Carlos Cunha e Érica Mota, cuja estreia está marcada para 10 de outubro.
A Persona Varia vai igualmente desenvolver “Remédio Santo”, descrito como “o primeiro grande espetáculo de teatro participativo da Golegã”, com encenação de Joaquim Nicolau e a participação conjunta de atores profissionais e habitantes do concelho.
No âmbito das atividades dirigidas ao público escolar, está previsto para março de 2027 o musical infantil “O que é que queres saber?”, bem como um concerto acústico de Miguel Gameiro & Pólo Norte, celebrando mais de 20 anos de carreira.
A primavera de 2027 trará ainda uma homenagem aos 70 anos de percurso artístico de Florbela Queiroz, através do espetáculo “Eu Sou a Mesma”, além de produções como “Alguém Quem”, destinada ao público jovem, “Um Jantar de Família”, do Teatro da Comuna, e o monólogo “Bárbara”, interpretado por Patrícia Tavares.
Entre os projetos revelados encontra‑se também “Memórias”, adaptação cénica de As Pequenas Memórias, de José Saramago, assinada por Joaquim Nicolau e Carlos M. Cunha, inspirada nas recordações de infância do escritor na Azinhaga.
A programação contempla ainda a criação de um cinema ao ar livre em formato drive‑in, denominado “Drive‑In Golegã”, espetáculos de dança do coreógrafo colombiano Maurício Flores e novos trabalhos em desenvolvimento, como “Pinguim no País das Cores” e “Paciência Artificial – O Lar do Futuro”.
Durante a apresentação, os responsáveis da Persona Varia sublinharam que o objetivo é consolidar o cine‑teatro como “um polo cultural de referência na região”, apostando simultaneamente “em produções profissionais, criação local e participação da comunidade”.
O presidente da Câmara Municipal da Golegã, António Camilo, afirmou que o programa traduz o compromisso do município com uma oferta cultural “regular e de qualidade” para as próximas temporadas. O autarca defendeu uma programação “viva, dinâmica, diversificada e verdadeiramente próxima da comunidade”, capaz de chegar a diferentes públicos e gerações.
Segundo António Camilo, embora o Cine‑Teatro Elisa Tavares Bonacho seja um dos principais palcos da iniciativa, a intenção é levar atividades culturais a todo o concelho, envolvendo equipamentos culturais, espaços públicos, associações e freguesias. O autarca reforçou ainda que a cultura “não pode ficar fechada dentro de portas”, manifestando o desejo de afirmar a Golegã “como um território culturalmente ativo, onde as tradições convivam com novas formas de criação artística”.


















