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Cheias no Vale do Tejo atingem dimensão histórica. Copernicus estima mais de 64 mil hectares submersos em Salvaterra

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Foto por: D.R.
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A tempestade Leonardo deixou um rasto de inundações extensas em Portugal no início de fevereiro, com impactos particularmente graves no Vale do Tejo. A ocorrência surgiu poucos dias após a passagem da tempestade Kristin, agravando um cenário já crítico.

Segundo informação associada à ativação do Serviço de Gestão de Emergências Copernicus, a depressão Leonardo trouxe “chuva forte e persistente tanto às regiões costeiras como às do interior de Portugal”. O mesmo comunicado refere que a tempestade atingiu “solos já saturados e sistemas de água sobrecarregados, intensificando ainda mais as inundações nas áreas afetadas”.

Perante a gravidade da situação, foi acionado o mecanismo de emergência, com o objetivo de “avaliar a extensão das cheias em 17 Áreas de Interesse em Portugal”. Os produtos de delineação de cheias, baseados em imagens de satélite, revelam um cenário particularmente expressivo nas zonas envolventes ao Rio Tejo e à Reserva Natural do Estuário do Tejo, a nordeste de Lisboa.

O caso mais impressionante regista se na área do concelho de Salvaterra de Magos. De acordo com os dados de 8 de fevereiro de 2026, “mais de 64 mil hectares foram inundados” nesta zona. Para efeitos de comparação, esta área corresponde a uma superfície superior à de muitos concelhos portugueses e aproxima se da dimensão total de um território urbano como o da cidade de Lisboa multiplicado várias vezes.

A informação disponibilizada pelo Copernicus sublinha que o CEMS “fornece informação geoespacial para apoiar a monitorização e o mapeamento de fenómenos meteorológicos extremos”, permitindo às autoridades “compreender melhor a extensão dos danos nas áreas afetadas”. Estes dados são essenciais para planear intervenções, avaliar prejuízos agrícolas e apoiar decisões de proteção civil.

A lezíria ribatejana, caracterizada por extensas planícies agrícolas junto ao Tejo, é naturalmente vulnerável a cheias. Contudo, a combinação de precipitação intensa, solos encharcados e dificuldades de escoamento elevou o fenómeno a uma escala invulgar. Especialistas alertam que, mesmo com a redução da chuva, a água poderá manter se em vastas áreas durante vários dias ou semanas.

As autoridades nacionais e locais continuam a recorrer à informação do sistema europeu para orientar operações no terreno, numa altura em que a prioridade passa pela proteção das populações, a recuperação de infraestruturas e a avaliação dos impactos económicos e ambientais de um dos mais significativos episódios de cheias deste inverno em Portugal.

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