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Cheias deixam rasto de destruição em Azambuja com prejuízos que podem atingir 8 milhões de euros

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O concelho de Azambuja foi um dos mais afetados pelas recentes cheias na região da Lezíria do Tejo, registando prejuízos que poderão atingir entre seis a oito milhões de euros. O ponto de situação foi feito pelo presidente da Câmara Municipal, Silvino Lúcio, que garante que o levantamento dos danos ainda está em curso.

“Estamos neste momento a contabilizar os estragos que foram provenientes dessa intempérie muito grande”, afirmou o autarca, sublinhando que as consequências se fizeram sentir em várias freguesias do concelho.

Uma das situações mais críticas ocorreu em Vila Nova da Rainha. “Tivemos um conjunto grande de pessoas afetadas com a subida do nível do rio de Alenquer e do rio da Ota. Há pessoas que ficaram com as casas inundadas e alguns tivemos de os realojar”, explicou.

Também na sede de concelho e na zona ribeirinha os danos foram significativos. “Na Azambuja, toda a parte da lezíria ficou inundada. As quintas, os valados da Vala de Azambuja e os valados do Tejo ficaram todos rebentados. Temos ali muito trabalho para fazer”, alertou.

Na freguesia de Alcoentre, a situação foi igualmente preocupante, devido à Barragem da Retorta. “Tivemos uma situação complicada na Barragem da Retorta. É um assunto que está nas mãos do Ministério do Ambiente”, referiu Silvino Lúcio, acrescentando que tanto a ministra como o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente estiveram no local e que está prevista nova visita técnica para avaliar as intervenções necessárias.

“O resto está entregue à APA para repor as situações como devem ser revistas”, frisou o presidente, destacando que o município está a realizar “um levantamento exaustivo dos prejuízos, ao nível da Câmara e ao nível dos particulares”, para posterior apresentação às entidades competentes.

Face à gravidade da situação, Azambuja viu o seu estatuto evoluir de estado de contingência para calamidade. “Tive ocasião, em Évora, de agradecer ao senhor Primeiro-ministro essa nova postura e essa nova posição do Governo português, que reconheceu que Azambuja estava numa situação de calamidade e não de contingência”, afirmou.

Quanto aos valores em causa, o autarca admite que ainda não é possível apresentar números fechados. “É difícil contabilizar tudo ao cêntimo, estamos a fazer os levantamentos. Mas falamos de seis a oito milhões de euros”, estimou.

Apesar do impacto significativo, a situação social encontra-se estabilizada. “Neste momento já não há pessoas desalojadas”, garantiu Silvino Lúcio.

O município prossegue agora os trabalhos de avaliação e recuperação, numa resposta que o executivo considera prioritária para devolver a normalidade às populações e minimizar os efeitos económicos e sociais de uma das mais severas intempéries dos últimos anos no concelho.

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