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Cheias cortam acesso à Azinhaga mas população está tranquila

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A aldeia da Azinhaga, no concelho da Golegã, ficou com quase todos os acessos rodoviários cortados na manhã de terça-feira, 3 de fevereiro, uma vez que a EN365, que liga a aldeia à sede de concelho, ficou inundada pela subida das águas do Tejo e do Almonda.

Os Bombeiros Voluntários da Golegã já deslocaram meios em permanência para a aldeia, de maneira a que o socorro não tarde, caso necessário, uma vez que o único acesso que ainda está transitável é feito pelo concelho de Torres Novas e demora cerca de 45 minutos.​

Ainda assim, os populares não se mostram muito preocupados, já que é normal em Invernos mais intensos que a aldeia fique isolada. Luís Mira, morador na Azinhaga há mais de 50 anos, garante que a água ainda está longe de inundar a aldeia e relembra que antigamente as cheias costumavam ser muito mais intensas.

“Começamos a ter alguma angústia quando o Tejo salta a margem ali numa zona que chamamos o Rombo, que é a parte mais fraca da margem e onde a água invade a planície”, explica. “Em 50 anos, só me recordo de duas vezes em que a água correu por trás, passou ali pela ponte e veio galgar a zona das Galinheiras, aí sim torna-se perigoso para entrar dentro da povoação”, recorda o morador, sublinhando que, no entanto, “de resto não há perigo algum desta natureza, estamos à vontade”.​

Mais do que a entrada de água na aldeia, o que preocupa os residentes é o isolamento rodoviário, que obriga a grandes desvios a quem trabalha fora ou tem filhos a estudar noutros pontos do concelho. “Torna-se um transtorno para as pessoas que têm de trabalhar fora, têm de andar à volta e gastar mais combustível, e a miudagem que vai para as escolas também sofre com isso”, aponta.​

A presença de meios de socorro permanentes na aldeia deixa, contudo, a população mais tranquila. “Felizmente agora temos aqui um corpo de bombeiros em efetivo, é sempre bom para qualquer eventualidade, porque ir do quartel da Golegã dar a volta demorava o seu tempo”, afirma Luís Mira. “Assim, dá-nos um bocadinho mais de segurança.”​

Apesar dos constrangimentos, o morador lembra que a relação da Azinhaga com as cheias faz parte da vivência da aldeia. “Eu sempre me lembro de haver cheias, a natureza é assim”, resume. E deixa uma nota positiva sobre a atuação a montante: “Felizmente alguém de bom tom consegue controlar isto; acho que as barragens estão a trabalhar muito bem, ontem isto estava mais cheio, hoje já desceu bastante, por isso não vejo perigo iminente para nada.”

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