As imagens que está a ver mostram apenas uma parte do impacto das cheias na Lezíria do Tejo. Nas últimas semanas, dezenas de estradas nacionais, municipais e caminhos rurais ficaram submersos, obrigando ao corte total da circulação ou a fortes condicionamentos em vários pontos do Ribatejo. Em alguns troços, a água cobre completamente a via, tornando impossível a passagem de veículos ligeiros e pesados.
Estas interrupções na rede rodoviária estão a afetar o dia a dia de milhares de pessoas. Trabalhadores, alunos, agricultores e empresas veem-se obrigados a fazer longos percursos alternativos, muitas vezes recorrendo a autoestradas ou a pontes mais distantes para conseguir atravessar o Tejo e chegar ao destino. Em certos concelhos, há localidades praticamente isoladas, com acessos limitados e uma forte dependência dos meios de socorro e das equipas municipais no terreno.
A situação tem estado a ser dinâmica com o caudal a subir e a descer várias vezes ao longo do dia. Espera-se um fim de semana complicado, uma vez que as barragens espanholas ainda não começaram a descarregar o caudal máximo, algo que se espera vir a acontecer nos próximos dias.
Proteção Civil e municípios pedem à população que evite atravessar zonas inundadas e respeite toda a sinalização de corte e desvio. Recomenda-se ainda condução defensiva, velocidade reduzida e especial atenção à formação de lençóis de água e ao piso escorregadio. Enquanto os níveis dos rios se mantiverem elevados, os constrangimentos na rede rodoviária da Lezíria do Tejo deverão continuar a marcar o quotidiano de quem vive e trabalha nesta região





