O aumento significativo dos níveis hidrométricos e dos caudais do rio Tejo e dos seus afluentes levou a Comissão Distrital de Proteção Civil de Santarém a ativar o Plano Especial de Emergência para Cheias na Bacia do Tejo, com efeitos a partir das 00h01 do dia 24 de janeiro de 2026.
Segundo o aviso emitido pelo Comando Regional de Emergência e Proteção Civil de Lisboa e Vale do Tejo, a precipitação registada nos últimos dias provocou um agravamento da situação hidrológica, sendo expectável que “os caudais lançados no Rio Tejo pelos seus afluentes se mantenham elevados nos próximos dias”, de acordo com as previsões meteorológicas para a bacia do Tejo.
Os efeitos já se fazem sentir em vários concelhos do distrito de Santarém, com diversas vias rodoviárias submersas ou interditas à circulação.
No município da Golegã, a CM1, conhecida como Estrada dos Lázaros, encontra-se submersa e interdita ao trânsito.
No Cartaxo, a EN114 2, no troço entre o Setil e a Ponte do Reguengo, está igualmente submersa e encerrada à circulação.
Em Coruche, a ligação entre a EN114 e a EN251, designada por Estrada das Meias, encontra-se submersa.
No concelho de Rio Maior, estão interditos vários caminhos municipais, nomeadamente o acesso entre São João da Ribeira e Laroujo, o caminho entre Lobo Morto e Pé da Serra, na zona do Vale da Laranja, bem como o acesso pela EN114 entre a Quinta do Seabra e a Vila da Marmeleira, conhecido como estrada do furo, todos devido à submersão das vias.
No município de Alpiarça, a EM 368 apresenta circulação rodoviária alternada, regulada por semáforos, devido a dificuldades no escoamento de água proveniente de terrenos agrícolas.
Em Santarém, na freguesia de Pernes, a Ponte do Alcaide encontra-se interdita, consequência direta da subida do caudal do rio Alviela.
Já no eixo Constância e Abrantes, a EN 358 2 está cortada ao trânsito devido à ocorrência de movimentos de massa. Em Torres Novas, a EM 570 encontra-se submersa e interdita, enquanto a EM 557 2 foi encerrada por instabilidade do terreno, também associada a movimentos de massas.
As autoridades alertam para a possibilidade de agravamento da situação nas próximas horas. Entre os efeitos expectáveis estão inundações em zonas urbanas, cheias provocadas pelo transbordo de rios e ribeiras, deslizamentos de terras, arrastamento de objetos para as estradas e a formação de lençóis de água, tornando o piso rodoviário particularmente escorregadio. O comunicado sublinha ainda que “é espectável a manutenção dos caudais elevados debitados pelas barragens da bacia do Tejo”.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil recomenda à população que retire bens, viaturas e equipamentos de zonas habitualmente inundáveis, que salvaguarde os animais em locais seguros e que evite atravessar estradas ou áreas alagadas, quer a pé quer de viatura. É igualmente aconselhado que os cidadãos se mantenham informados através dos órgãos de comunicação social e dos agentes de proteção civil.
A Comissão Distrital de Proteção Civil confirmou que o plano foi ativado em nível azul. A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, através do Comando Regional de Lisboa e Vale do Tejo, garante que continuará a acompanhar a evolução da situação em articulação com a Agência Portuguesa do Ambiente, a EDP Produção, os serviços municipais e os agentes de proteção civil, sendo emitidos novos comunicados sempre que necessá




