Anúncio 0

Chamusca recebeu 3,2 milhões, mas prejuízos das cheias ultrapassam os 11 milhões de euros

Por 

Anúncio 1

O Município da Chamusca estima em mais de 11 milhões de euros os prejuízos provocados pelas tempestades e cheias que atingiram o concelho durante o último inverno, um valor muito superior ao financiamento já aprovado para a recuperação dos danos registados.

A revelação foi feita pelo presidente da Câmara Municipal da Chamusca, Nuno Mira, durante a assinatura dos contratos-programa “Territórios Resilientes”, realizada esta segunda-feira, em Valada do Ribatejo, no concelho do Cartaxo. A iniciativa, presidida pela Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, formalizou apoios destinados à recuperação de margens, diques, linhas de água e outras infraestruturas afetadas pelos fenómenos meteorológicos extremos ocorridos no início do ano.

O autarca recordou que o dia mais difícil para o concelho foi a passagem da tempestade que atingiu a região a 5 de fevereiro, deixando um rasto de destruição em várias infraestruturas. “Aqui na zona da Lezíria, o mais difícil, pelo menos para mim, foi o dia 5 de fevereiro”, afirmou.

No âmbito dos apoios agora atribuídos, a Chamusca assinou um contrato-programa de dois milhões de euros com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), destinado à recuperação dos rombos provocados pelas cheias nas margens do Tejo. “O contrato-programa que assinámos hoje com a APA vai-nos permitir fazer a requalificação dos rombos do Tejo e este contrato-programa tem um valor de dois milhões de euros”, explicou Nuno Mira.

Este é já o segundo apoio financeiro atribuído ao município para fazer face aos estragos provocados pelas intempéries. Segundo o presidente da autarquia, existe ainda um primeiro contrato-programa superior a 700 mil euros, ao qual se somam mais de 500 mil euros provenientes da Direção-Geral das Autarquias Locais, verbas que estão a ser utilizadas na recuperação de estradas destruídas pelas cheias.

“Já é o segundo contrato-programa que assinamos. Já temos um contrato-programa de valor superior a 700 mil euros e entretanto também já recebemos um valor superior a 500 mil euros por parte da Direção-Geral das Autarquias Locais que estamos a utilizar para requalificar estradas que foram destruídas”, referiu.

Apesar dos apoios recebidos, Nuno Mira admite que o financiamento continua longe de cobrir os prejuízos reais sofridos pelo concelho. “Os valores em causa não são suficientes. Nós apresentámos mais de 11 milhões de euros de prejuízo. Neste momento temos um valor que ronda, tudo junto, os 3,2 milhões de euros. Portanto, está longe”, sublinhou.

O autarca reconhece que a recuperação do território será um processo longo e que muitas intervenções continuam sem financiamento assegurado.

“Há muito trabalho para fazer. Temos de cumprir agora estes contratos-programa e executar o que está para executar. É óbvio que teremos de resolver as outras questões que ficaram pendentes”, afirmou.

A assinatura dos contratos “Territórios Resilientes” representa mais um passo na resposta aos danos provocados pelas cheias que afetaram a Lezíria do Tejo no início do ano, mas, no caso da Chamusca, a dimensão dos prejuízos continua a ultrapassar largamente os apoios já disponibilizados pelas entidades públicas.

Por 

Anúncio 4
Anúncio 6
Anúncio 8
Anúncio 9

Conteúdo relacionado

Partilhar notícia

Partilhe através das redes sociais:

ou copie o link:

[current_url]