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Chamusca recebe mais de 700 mil euros para reparar danos em rios e diques após tempestades

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O concelho da Chamusca vai receber mais de 700 mil euros para intervenções urgentes em linhas de água e diques afetados pelas recentes intempéries, no âmbito dos contratos-programa assinados pelo Governo com municípios da região do Tejo.

A assinatura do protocolo com a Agência Portuguesa do Ambiente, decorreu na zona da Vala de Azambuja, integrada num pacote global de 35 milhões de euros financiado pelo Fundo Ambiental, destinado a cerca de 40 municípios. A ministra do Ambiente e Energia, Maria Graça Carvalho, sublinhou, na ocasião, a urgência das intervenções, defendendo que estas “têm de avançar rapidamente” para garantir a segurança.

Para o presidente da Câmara Municipal da Chamusca, Nuno Mira, este apoio representa um primeiro passo, ainda que insuficiente face às necessidades identificadas. “O município vai receber um valor superior a 700 mil euros, que corresponde a uma parte do valor total que identificámos junto da APA”, afirmou.

O autarca adiantou que o concelho foi particularmente afetado pelas condições meteorológicas adversas, sendo necessário intervir em várias frentes. “Temos mais intervenções importantes para fazer decorrentes das intempéries que o concelho sofreu”, referiu, acrescentando que o município aguarda novas fases de financiamento.

Entre as zonas prioritárias estão várias linhas de água e margens ribeirinhas. “Vamos trabalhar nos taludes da margem do rio, no Arrepiado, na Ribeira da Carreirinha e na Ribeira do Vale da Vaca”, explicou Nuno Mira. Segundo o responsável, já foram realizadas ações imediatas em situações mais críticas. “Já tivemos de fazer uma intervenção de urgência na limpeza dos diques e também num desmoronamento de taludes nas linhas de água da Parreira”, sublinhou.

Quanto ao calendário de execução, o presidente da autarquia garantiu empenho na rapidez dos trabalhos, embora admita desafios no terreno. “Vamos evidenciar todos os esforços para arrancar o mais depressa possível”, disse, acrescentando que o avanço das obras depende “de cumprir os procedimentos necessários e conseguir empresas para executar as intervenções”.

As intervenções agora previstas visam reforçar a segurança das populações e reduzir o risco de novas ocorrências, numa altura em que os efeitos das tempestades continuam a marcar o território.

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