O edifício São Francisco, na Chamusca, é a casa das celebrações do V Centenário do casamento entre a Infanta D. Isabel de Portugal e o Imperador Carlos V de Espanha, esta terça-feira, 14 de abril. A sessão decorre ao longo do dia com vários painéis com temáticas em torno da importância política e social deste casamento e as marcas que deixou na Chamusca e na região.
A sessão de abertura contou com a presença do presidente da Câmara, Nuno Mira, do Presidente da Academia
Portuguesa da História, Miguel Corrêa Monteiro, da Vice-Presidente da Academia Portuguesa da História, Maria de Fátima Reis e do Diretor do Centro de Investigação Prof. Doutor Joaquim Veríssimo Serrão, Martinho Vicente Rodrigues.
Durante a intervenção na sessão de abertura, Nuno Mira congratulou a realização das comemorações na Chamusca, referindo que é “um dia de partilha de conhecimento, do qual vamos sair todos mais ricos”.
Embora a assinatura do contrato de casamento se tenha celebrado na Corte Real de Almeirim, o Cortejo Real que levou a Infanta até Arraya, em Espanha para a entregar ao Imperador, passou na Chamusca e terá, à altura, movimentado a grande maioria da população, segundo explicou Maria de Fátima Reis. A vice-presidente da Academia Portuguesa de História explicou ainda que durante o século XVI a vila da Chamusca era um dos principais pontos de paragens nas rotas ibéricas, devido à proximidade ao rio que trazia a capacidade de reabastecimento das comitivas.















