Centro de Competências do Pastoreio Extensivo inaugurado para reforçar valorização do sector

Centro de Competências do Pastoreio Extensivo inaugurado para reforçar valorização do sector

17 Novembro 2021, 9:43 Não Por Redacção

A Ministra da Agricultura homologou o protocolo para a constituição do Centro de Competências do Pastoreio Extensivo (CCPE), que irá reunir agentes económicos do sector, entidades do sistema científico nacional e administração pública.

De âmbito nacional, o CCPE tem como missão ser um espaço de partilha de conhecimentos e de congregação dos recursos e competências existentes nas várias entidades, de forma a reforçar a investigação, a difusão do conhecimento, a promoção da inovação, a qualificação dos produtores e a valorização do sector pecuário assente no pastoreio extensivo.

“A criação deste Centro assume uma pertinência particular, porquanto os prados e as pastagens permanentes em Portugal ocupam cerca de 2 milhões de hectares, o que corresponde a 52% das terras agrícolas utilizadas. Além disso, o pastoreio extensivo é fundamental para a gestão ativa deste território, uma vez que contribui para a redução do risco de incêndios nos territórios mais vulneráveis, o incremento do teor de matéria orgânica do solo, a preservação e promoção da biodiversidade e a manutenção de paisagens abertas e de habitats naturais. Mas não só. Revela ainda ser fundamental para a produção de produtos diferenciados de alta qualidade e para a criação de rendimentos e de emprego”, explica a Ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes. 

O Centro de Competências do Pastoreio Extensivo dá cumprimento à Agenda «Terra Futura», na componente de promoção da investigação e inovação, através do envolvimento dos vários agentes económicos e das instituições relacionadas com a pecuária extensiva. Desenvolve, igualmente, várias das iniciativas emblemáticas (IE) da Agenda, como por exemplo a sensibilização dos consumidores e da população em geral para o consumo de produtos de época e de carne de pequenos ruminantes autóctones (na IE “Alimentação sustentável”); o incentivo à implementação de sistemas, culturas e práticas agrícolas que promovam o teor de matéria orgânica no solo (sequestro de carbono), incluindo o aumento da área das pastagens permanentes melhoradas (na IE “Mitigação das alterações climáticas”); a promoção do pastoreio extensivo com raças autóctones (na IE “Adaptação às alterações climáticas”); a promoção da utilização dos recursos genéticos endógenos animais e vegetais, da biodiversidade e da silvo pastorícia; e a valorização dos serviços ecológicos (na IE “Territórios sustentáveis”).