A Câmara Municipal do Cartaxo deu luz verde à autorização prévia para a assunção de encargos plurianuais relativos à construção da futura incubadora de empresas do concelho. O investimento, estimado em cerca de 454 mil euros, será executado entre 2026 e 2027 e terá lugar nas antigas instalações da PSP.
O projeto visa criar um espaço dedicado ao apoio à criação e desenvolvimento de novos negócios, com especial enfoque em jovens empreendedores e iniciativas com potencial para dinamizar a economia local. A autarquia pretende, com esta infraestrutura, incentivar a fixação de talento no território e fortalecer a ligação entre novas empresas e o tecido empresarial já existente.
O presidente da Câmara, João Heitor, destacou que esta é uma iniciativa preparada há vários anos e que poderá contribuir para uma nova dinâmica económica no concelho. O autarca sublinhou que a incubadora deverá proporcionar oportunidades aos mais jovens e disponibilizar ferramentas essenciais para quem pretenda instalar ou desenvolver a sua atividade empresarial no Cartaxo, classificando o investimento como mais um passo no caminho da sustentabilidade e crescimento económico local.
Durante a reunião em que o assunto foi discutido, o vereador do Chega, Luís Albuquerque, manifestou concordância com a criação da incubadora, mas levantou questões sobre o seu funcionamento. Entre as dúvidas apresentadas estiveram a capacidade de acolhimento do espaço, os serviços a disponibilizar, os custos para os utilizadores e os critérios de seleção dos projetos.
Em resposta, João Heitor garantiu que o processo está devidamente estruturado, adiantando que já foram realizados estudos técnicos, incluindo projeto base, especialidades e uma proposta de regulamento. O autarca referiu ainda que o número de espaços disponíveis está definido e que foram feitos estudos para otimizar a utilização do edifício, tanto do ponto de vista físico como organizacional. O valor previsto para a empreitada resulta, acrescentou, de consultas efetuadas ao mercado.





