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Cartaxo avança com limpeza dos diques e prepara investimento de dois milhões para reforçar proteção contra cheias

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O Município do Cartaxo já deu início aos procedimentos necessários para avançar com as intervenções de recuperação das zonas ribeirinhas afetadas pelas cheias do último inverno, no âmbito dos contratos-programa “Territórios Resilientes”, assinados esta semana em Valada do Ribatejo.

À margem da cerimónia presidida pela Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, o presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, João Ferreira Heitor, revelou que o concelho já tem em curso um protocolo no valor de cerca de 260 mil euros destinado à limpeza dos diques, trabalho considerado essencial para identificar os danos existentes e definir as obras a executar com o financiamento agora assegurado.

“O município do Cartaxo assinou recentemente um protocolo no valor de cerca de 260 mil euros para a limpeza dos diques. Entretanto, recebemos recentemente também todas as orientações técnicas para lançar esse procedimento. Já o estamos a fazer e estamos também já a trabalhar em conjunto com a APA para podermos, após uma vistoria aos diques que terá que acontecer após a limpeza, começarmos a definir o projeto onde serão investidos estes dois milhões de euros que agora assinámos em protocolo”, afirmou.

O autarca explicou que já existem alguns problemas identificados ao longo das margens do Tejo, mas admitiu que só após a limpeza e inspeção detalhada das estruturas será possível conhecer a verdadeira dimensão das intervenções necessárias.

“Há algumas zonas em que as margens estão identificadas e alguns problemas já são conhecidos. Há outros que nós só vamos conhecer depois de feita a limpeza e feita a vistoria a esta estrutura”, referiu.

João Ferreira Heitor reconheceu ainda que a falta de manutenção ao longo dos anos contribuiu para agravar a vulnerabilidade do território perante fenómenos extremos, lembrando que o município já vinha alertando para a necessidade de intervenções preventivas antes das cheias registadas este ano.

“Isso é um facto. Nós sabemos que há e temos vindo a alertar para essa situação já há uns anos. Já vínhamos a dialogar com a APA nesse sentido, daí termos feito este protocolo que tínhamos feito inicialmente, ainda antes de termos passado por este aperto, por esta aflição”, declarou.

Apesar dos prejuízos causados pelas inundações, o presidente da Câmara destacou a mobilização das entidades envolvidas e mostrou-se confiante de que os investimentos agora contratualizados permitirão aumentar a proteção das populações.

“O que é certo é que agora as coisas estão a andar e temos que olhar para o lado bom nos momentos difíceis. Houve aqui uma união tremenda. Houve capacidade de resposta e preocupação que agora se está a concretizar nestes protocolos que se irão concretizar em obra. A partir daqui faremos o caminho que nos vai trazer mais segurança, mais resiliência e também um espaço mais preparado para ser vivido com outra qualidade de vida”, sublinhou.

Os contratos-programa “Territórios Resilientes” vão financiar intervenções de recuperação de margens, diques, linhas de água e outras infraestruturas danificadas pelas cheias que afetaram várias regiões do país no início do ano, incluindo os territórios da Lezíria do Tejo e do Estuário do Tejo

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