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Carnaval de Samora Correia quer afirmar-se como referência nacional e mobilizar toda a comunidade

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O Carnaval de Samora Correia volta a preparar-se para sair à rua entre 13 e 18 de fevereiro, com a ambição renovada de afirmar a festa como uma das grandes referências do Ribatejo. Numa sessão pública que reuniu organização, autarcas e comunidade, o tom foi de entusiasmo, mas também de responsabilidade, num ano marcado por condições meteorológicas exigentes e por novos desafios para a estrutura organizativa.

Ruben Cardoso, presidente da ARCAS, abriu a sessão a sublinhar o caráter coletivo do evento. “O Carnaval faz-se com a contribuição de todos”, afirmou, dirigindo-se aos jornalistas e parceiros presentes. Para o responsável, a comunicação e o envolvimento da comunidade são peças essenciais para garantir que “Samora Correia tem um belíssimo Carnaval e certamente vai ser maior ao longo dos anos”.

“O Carnaval é o grande postal aqui do território”

Uma das intervenções mais marcantes foi a de Joaquim Salvador, revisteiro e figura histórica ligada ao Carnaval local. Com várias décadas de participação, destacou o valor simbólico e cultural da festa. “O Carnaval é o grande postal aqui do território”, afirmou, defendendo que a iniciativa deve ser vista como um dos principais elementos de identidade local.

Joaquim Salvador recordou a evolução da festa ao longo dos anos e o papel da organização na sua estruturação. “Formou-se a ARCAS e essa organização passa a ser a entidade que começa a promover o Carnaval”, referiu, sublinhando que os grupos carnavalescos são hoje “o grande suporte” do evento, com criatividade própria, temas variados e um estilo distinto de outras realidades.

Ao mesmo tempo, deixou um apelo claro à valorização mediática. “É um Carnaval com história e isso deve ser marcado”, disse, lamentando que muitas vezes o país olhe apenas para os grandes centros urbanos. “Parece que neste país só aquilo que é feito em Lisboa” tem destaque, observou, defendendo que o Carnaval de Samora Correia merece “essa cobertura” por ser, nas suas palavras, “o maior do Ribatejo”.

Sobre a relação com outros carnavais da região, mostrou-se tranquilo. “Marinhais conseguir crescer, todos os parabéns. Há espaço para todos”, afirmou, reforçando que cada terra tem a sua tradição e que o desafio de Samora Correia é “fazer uma coisa de dentro para fora, para que nos visitem, para que nos conheçam”.

O revisteiro partilhou ainda uma visão de futuro mais abrangente para a festa. “Queria um Carnaval em que a terra toda se envolvesse”, disse, imaginando ruas e praças cheias de animação para lá dos momentos do corso. Defendeu também novas abordagens, como um desfile noturno e até, a médio prazo, “um Carnaval de verão”, que permita usufruir da festa com melhores condições climatéricas.

Junta reforça orgulho e apoio à organização

Em representação da Junta de Freguesia de Samora Correia, Ruben Vicente deixou uma mensagem de confiança e apoio. “A Junta de Freguesia tem um orgulho enorme no Carnaval de Samora, é a nossa referência também de terra”, afirmou, salientando que a festa “tem vindo a marcar essa diferença a nível de distrito”.

Dirigindo-se à nova direção da ARCAS, reconheceu as exigências do momento. “Vai ser o primeiro teste de força”, disse, garantindo, contudo, que a freguesia estará ao lado da organização. “O que depender de nós da freguesia, estaremos cá para nos apoiar e ajudar.”

Ruben Vicente destacou ainda o papel dos grupos carnavalescos e o ambiente vivido na avenida. “É fantástico ver aquele ambiente na nossa avenida”, referiu, valorizando o envolvimento de muitos participantes locais e também de pessoas de fora que integram os grupos.

Câmara aponta Carnaval como cartão de visita do concelho

A intervenção de Sónia Ferreira, presidente da Câmara Municipal de Benavente, começou com uma nota de solidariedade para com as populações afetadas pelo mau tempo recente e um apelo à prudência. “Os dias que se avizinham não vão ser melhores”, alertou, pedindo que sejam cumpridas “todas as regras de segurança” e as orientações da Proteção Civil.

Sobre o Carnaval, foi clara quanto ao seu peso identitário. “No Ribatejo, quando se fala de Carnaval fala se indiscutivelmente de Samora Correia”, afirmou, lembrando também memórias pessoais ligadas à festa. Para a autarca, o evento “celebra a tradição, a nossa comunidade e as nossas pessoas”.

Reconhecendo que a atual direção da ARCAS iniciou funções há pouco tempo, deixou uma palavra de incentivo. “Uma palavra de ânimo e apreço, de coragem para esta nova direcção”, afirmou, recordando que “um Carnaval prepara se a um ano de antecedência”. Ainda assim, mostrou-se confiante. “Para o ano certamente será um Carnaval ainda melhor.”

Sónia Ferreira colocou o Carnaval entre os maiores eventos do concelho. “Os maiores são sem dúvida o Carnaval de Samora Correia e a Sardinha Assada, a Festa da Amizade em Benavente”, disse, classificando os dois como “grandes cartões de visita” que devem ser promovidos de forma estratégica.

A presidente sublinhou também o impacto económico da festa. “O impacto deste evento é muito importante em termos económicos para todo o concelho, mas nomeadamente para a freguesia de Samora Correia”, afirmou, lembrando que a localidade “vive intensamente estes quatro ou cinco dias”.

Por fim, apontou um desafio demográfico e social. “Devemos também conseguir atrair todos aqueles que nos escolheram para vir morar para cá, para participarem de uma forma mais ativa”, referiu, mostrando abertura a novas ideias, como mais animação de rua e até um eventual Carnaval fora da época tradicional.

A encerrar, deixou uma mensagem que sintetiza o posicionamento do município. “Carnaval no nosso município é em Samora Correia.”

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