Carlos Palma confirma insolvência da Escola de Condução SIIIMPLE

30 Abril 2021, 16:56 Não Por João Dinis

O empresário Carlos Palma, proprietário das Escolas de Condução SIIIMPLE reagiu esta quinta-feira em comunicado à notícia avançada pelo Notícias do Sorraia, onde dávamos conta da situação difícil que vivem alunos e profissionais que trabalhavam na Escola de Condução de Marinhais, concelho de Salvaterra de Magos, que até ao momento não obtiveram qualquer resposta ou reacção por parte do empresário.

Num extenso comunicado, que pode ler abaixo na íntegra, onde traça um cenário do que foram os últimos meses o empresário refere que “não lhe resta alternativa senão apresentar-se à insolvência, sujeitando-se à sindicância desse processo judicial”, ainda que este afirme que teve “a convicção de que tudo fez o que estava ao seu alcance e nunca, em qualquer momento, teve intenção de lesar os interesses de quaisquer clientes, trabalhadores ou fornecedores”, pelo que “lamenta profundamente eventuais constrangimentos que venham a resultar desta circunstância.”

Carlos Palma confirma no entanto a situação relatada pelo Notícias do Sorraia, de que o avolumar de dívidas junto das Finanças e Segurança Social, bem como da locatária das viaturas que estavam afectas às aulas dos alunos foi o principal motivo para o encerramento dos estabelecimentos de ensino.

Segundo o empresário a suspensão da actividade a 16 de Março de 2020, que levou ao fecho da dezenas de escolas que este explorava, levou a que  este tentasse um acordo de pagamento das dívidas ao estado que “apesar de não serem valores preocupantes”, se foram agravando, tendo sido isso que acentuou as dificuldades e impediu a Segurança Social de dar uma resposta aos pedidos de lay-off simplificado, que deveriam garantir a continuidade dos funcionários.

Conforme se pode ler no comunicado, até ao momento “a Segurança Social não indeferiu os apoios requeridos, mas também não os concedeu, remetendo-se a um profundo silêncio, cuja omissão impediu o empresário de reagir, fosse pela mera reclamação, fosse mesmo pela impugnação judicial, provocando assim um vazio impeditivo de aceder a quaisquer apoios imprescindíveis à manutenção dos postos de trabalho.

Durante esse período sem quaisquer entradas financeiras, o empresário tentou requerer moratórias dos contratos de locação financeira das viaturas de instrução junto de bancos e instituições financeiras”, que também foram recusados, deixando assim as escolas também sem viaturas para poder satisfazer as necessidades dos seus alunos/clientes.

“Apesar do contínuo esforço hercúleo para reposição dos vencimentos dos trabalhadores, foram tempos de enormes dificuldades para fazer face a todos encargos”, refere Carlos Palma, que confirma que houve trabalhadores que rescindiram contrato, em virtude do atraso nos vencimentos, que no momento vai em quatro meses, para os funcionários da Escola de Condução de Marinhais.

O novo confinamento, decretado a 15 de Janeiro, e o encerramento da actividade, agravado por toda a situação que o empresário nos relatou anteriormente levou à apreensão das viaturas pelas locatárias, “impedindo, deste modo, a retoma da atividade com a normalidade desejada.

Carlos Palma refere que tentou ainda “salvaguardar os interesses de clientes, trabalhadores e fornecedores”, desenvolvendo contactos com outras escolas ou com funcionários, para que “sem qualquer contrapartida financeira”, estes pudessem continuar a gerir as escolas de condução, tentativas que saíram goradas, chegando agora a esta situação.

O Notícias do Sorraia voltou a tentar contactar o empresário, no sentido de ver respondidas duas questões fundamentais, se o mesmo iria enviar aos alunos uma declaração que lhes permitisse retomar as actividades numa outra escola e como o poderiam contactar, encontrando-nos agora a aguardar resposta ao e-mail remetido por nós.

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