A campanha nacional da batata arrancou oficialmente em Salvaterra de Magos, numa iniciativa promovida pela Porbatata que reuniu produtores, entidades do setor agrícola e representantes institucionais para assinalar o início da nova colheita da batata portuguesa.
O arranque da campanha acontece num momento em que o consumo de batata em Portugal atingiu valores recorde. Segundo dados divulgados pela Porbatata, cada português consumiu, em 2025, cerca de 94,8 quilos de batata, o valor mais elevado dos últimos seis anos.
Durante o evento, o presidente da Porbatata, Paulo Simões, apelou ao consumo de produção nacional, defendendo que “os portugueses têm que fazer todo o esforço para que o consumidor dê preferência à batata nacional”. O responsável destacou ainda a importância da marca Miss Tata, símbolo da batata fresca portuguesa, afirmando que “queremos que os portugueses reconheçam a batata nacional e a valorizem”.
Paulo Simões sublinhou também que optar pela produção nacional significa apoiar diretamente os agricultores portugueses. “O consumidor tem que deixar na prateleira uma batata francesa, espanhola ou de outra origem qualquer e incrementar a batata portuguesa”, afirmou.
A presidente da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, Helena Neves, destacou a importância de acolher o arranque da campanha nacional no concelho, considerando que “é extremamente importante valorizarmos aquilo que é a nossa produção agrícola nacional”. A autarca garantiu ainda o apoio do município à promoção do setor agrícola e da produção local.
“Investir e consumir o que é português é investir no nosso território, nas pessoas e no futuro do nosso país”, afirmou Helena Neves, defendendo a valorização da identidade agrícola do concelho e da região.
Presente na iniciativa, o secretário de Estado da Agricultura, João Moura, destacou a qualidade dos produtos agrícolas portugueses e a necessidade de reforçar o orgulho nacional na produção alimentar.
“O consumidor pode chegar com orgulho a uma prateleira de supermercado e dizer: eu estou a comer nacional, eu estou a comer o que é bom”, afirmou o governante, acrescentando que “a marca Portugal é uma marca fortíssima no mercado internacional”.
João Moura defendeu ainda que os produtos agrícolas portugueses se distinguem pela qualidade e pela capacidade de diferenciação, considerando que iniciativas como esta ajudam a promover a agricultura nacional e a aproximar os consumidores dos produtores.

































