A Câmara de Santarém está a implementar várias medidas para reduzir os tempos de espera de atendimento no departamento de Urbanismo. As medidas têm vindo a ser implementadas nos últimos meses e devem surtir efeito a partir de fevereiro ou março do próximo ano, segundo revelou a vereadora Teresa Ferreira, na reunião do executivo de quarta-feira, 10 de dezembro.
A temática foi chamada ao debate pela vereadora da oposição socialista Cláudia Afonso, que diz ter recebido reclamações de vários munícipes pelo tempo de demora nas marcações de atendimentos “só para falar com um técnico” do departamento, dando como exemplo o caso de um munícipe que terá procedido ao agendamento do atendimento a 12 de setembro, com o sistema de marcações automáticas a agendar a reunião para 4 de dezembro, afirmando ainda ter conhecimento de mais relatos semelhantes.
Teresa Ferreira, responsável pela pasta do Urbanismo, esclareceu que, com vista à diminuição destes tempos de espera, que embora considere que sejam excepções à regra, já foi implementado, no início do mês de dezembro, quatro dias de atendimento técnico ao público na Loja do Cidadão de Santarém, que deve crescer para cinco a partir de fevereiro. Com este aumento as pessoas que estavam em lista de espera com tempos elevados “estão a ser contactadas para antecipar o atendimento”.
O sistema de marcações automáticas, implementado durante a pandemia e que se tem mantido até ao presente, deve ser eliminado até ao mês de fevereiro, o que permitirá fazer o atendimento normal, por ordem de senha, a partir de março.
O sistema de senhas também vai sofrer alterações, uma vez que era frequente, especialmente nas empresas imobiliárias, serem levados múltiplos assuntos por atendimento, chegando a demorar “uma manhã inteira por atendimento”. Nesse sentido cada senha vai permitir apenas tratar de dois processos por atendimento. Quem necessitar de tratar de mais processos terá que tirar várias senhas. A autarca falou ainda numa reorganização orgânica para que também a análise dos processos “decorra de uma forma mais célere”.
O presidente da Câmara, João Leite, abordou também o assunto, referindo que “a competitividade de um território também se faz de celeridade”, dando ainda nota que há milhares de novos pedidos feitos à autarquia.





