A Câmara Municipal de Coruche aprovou esta quarta-feira, com os votos favoráveis do PS, a abstenção dos eleitos do movimento Volta e o voto contra do eleito do PSD, a aquisição de um terreno contíguo ao Cemitério de Coruche, em Santo Antonino, para ali edificar a Casa Mortuária.
Unanimemente considerado por todos os eleitos como uma “necessidade urgente” de Coruche, que é a única freguesia sem um equipamento semelhante, Nuno Azevedo (PS), Presidente da Câmara Municipal de Coruche, defendeu a localização junto ao cemitério, uma vez que permite que o cemitério possa vir a ser ampliado, bem como possa permitir a construção de um crematório, sem, no entanto, se comprometer com a realização de nenhuma destas obras.
A oposição criticou a escolha do executivo para a localização da Casa Mortuária, uma vez que é numa zona fora dos serviços, do comércio e num local com algum “isolamento”, o que poderá colocar em causa a segurança daqueles que ali estão a velar os seus entes queridos.
Dionísio Mendes (Volta Coruche) disse ainda estranhar o valor da avaliação, de cerca de 198.000 euros, para um terreno rústico, cuja sua utilização ficará bastante limitada, pois é um terreno inclinado, onde os custos da construção serão bastante onerosos.
Francisco Gaspar (PSD) pretendia que o presidente assumisse o compromisso de ampliar o cemitério de Coruche, que há muitos anos se encontra lotado. Uma vez que não viu a sua intenção atendida, votou contra a aquisição do terreno com cerca de 2 hectares.
Avaliado em mais de 198 mil euros, o terreno será agora adquirido por 145 mil euros, valor aceite pelos proprietários.





