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Câmara de Coruche e Ecolezíria desmentem candidata do PS sobre alegada incineradora

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Foto por: D.R.
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O Presidente da Câmara Municipal de Coruche, Francisco Oliveira e a empresa intermunicipal Ecolezíria, responsável pela recolha e tratamento dos resíduos sólidos nos concelhos de Almeirim, Alpiarça, Benavente, Cartaxo, Coruche e Salvaterra de Magos, vieram publicamente esclarecer e desmentir a candidata do Partido Socialista (PS), Isabel Martins, que através das suas redes sociais tornou público um documento privado, que alegadamente obteve após um requerimento enquanto munícipe e em que além da publicitação do documento teceu algumas considerações.

A candidata à Junta de Freguesia da Erra pelo PS, esposa do candidato do mesmo partido à Assembleia Municipal, e que enquanto profissional presta serviços ao município, em regime de avença, na área jurídica, utilizou a sua página na rede social Facebook para publicar um “Pedido de Emissão de Certidão de Localização”, por parte da empresa Ambinertes, onde estes davam conta da sua intenção de implementar nas antigas instalações da DAI, um Bio Parque, que iria incinerar resíduos.

Questionando “a quem interessa a instalação de uma incineradora em Coruche”, a candidata socialista, fazendo a sua  leitura do documento afirma que “pretende-se transferir para Coruche a responsabilidade pelo tratamento dos lixos da Ecoleziria, depois dos graves problemas ambientais já criados no aterro da Raposa”, facto que segundo o documento não é referindo, podendo ler-se apenas no documento que “esta unidade poderá dar a solução de tratamento, por valorização energética, aos RSU do Município de Coruche, como também terá capacidade, se for considerado conveniente, para tratar os RSU dos municípios integrantes do sistema Ecolezíria”.

A questão levantou grande celeuma, entre as várias candidaturas, uma vez que a candidata e esposa do candidato à Assembleia Municipal pretendia claramente referir que este seria um projeto da candidatura independente liderada por Dionisio Mendes, que recentemente abandonou a administração da empresa intermunicipal.

Para confirmar se a Ecolezíria estaria envolvida no processo, o NS questionou a empresa intermunicipal, que foi perentória em afirmar que não só não teve conhecimento da possibilidade da instalação de uma incineradora em Coruche, ou em algum dos concelhos da sua área de abrangência, como nunca foi contactada por nenhuma empresa nesse âmbito.

“A Ecolezíria não pretende construir nenhum equipamento desta tipologia”, esclarecem, em e-mail ao NS.

Também o atual Presidente da Câmara Municipal de Coruche, Francisco Oliveira (PS), veio tranquilizar a população do Rebocho, localidade mais próxima da antiga fábrica de transformação de beterraba, que através de uma mensagem num grupo de habitantes na rede social WhatsApp,esclarece que a referida empresa solicitou um pedido de informação e autorização de localização, “que não foi autorizado”, pelo que “não foi emitida qualquer autorização de localização”.

“A divulgação do post é alarmista e sem fundamento factual”, considera o autarca, que conclui considerando que “devemos estar atentos no futuro”.

A publicação do documento, está agora a gerar bastante polémica, e promete terminar na barra dos tribunais, com o movimento independente Volta Coruche 25, liderado por Dionísio Mendes a considerar que esta publicação nas redes sociais pretendia apenas atingir a sua candidatura, e que a sua divulgação é ilícita e imoral.

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