A Câmara Municipal de Coruche anunciou esta quarta-feira, a abertura de um inquérito, “com o objetivo de apurar, com total transparência, as circunstâncias em que ocorreu esta situação, avaliar a adequação da gestão e mobilização dos meios disponíveis, identificar eventuais responsabilidades, caso existam, e, sobretudo, retirar
todas as ilações necessárias para prevenir a ocorrência de situações semelhantes no futuro”, depois da morte de Joaquim Alberto, no passado sábado, em Santana do Mato.
No comunicado, a autarquia refere que “a salvaguarda da vida humana e a garantia de uma resposta rápida, eficaz e adequada em situações de emergência constituem prioridades absolutas para este Executivo”, lamentando o desfecho da situação, referindo que “é com esse sentido de responsabilidade que continuamos a trabalhar de forma empenhada e determinada, reforçando meios, melhorando procedimentos e procurando
assegurar que todas as situações de socorro sejam tratadas com a máxima prontidão e eficiência”.
A autarquia anuncia depois um conjunto de obras e aquisições, no que diz respeito ao Centro de Saúde e Bombeiros Municipais de Coruche, entre eles a abertura de concurso para o ingresso de 10 novos bombeiros, criação de cinco lugares de assistentes operacionais para os Bombeiros Municipais e um conjunto de viaturas.
“A Câmara Municipal de Coruche continuará a trabalhar de forma determinada, responsável e persistente para reforçar os meios, melhorar os serviços e garantir uma resposta cada vez mais eficaz nas áreas da saúde e do socorro, em defesa da qualidade de vida e da segurança de todos os coruchenses”, concluem.
Recorde-se que Joaquim Alberto, de 71 anos, morreu, quando se encontrava a participar num evento gastronómico, em Santana do Mato, quando se sentiu mal e esteve uma hora à espera de socorro.
O alerta foi dado cerca das 22.30 horas, e com apenas uma equipa de socorro a trabalhar, e ocupada, os bombeiros de Coruche não tiveram capacidade de resposta, o que motivou que fossem os Bombeiros Voluntários de Mora, a cerca de 60 quilómetros da ocorrência a garantirem o socorro.
Também o médico da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Hospital de Santarém se perdeu pelo caminho, o que atrasou ainda mais o apoio diferenciado.
À chegada dos meios de socorro Joaquim Alberto já se encontrava em paragem cardiorespiratória, tendo o óbito sido decretado no local.






