As temperaturas extremas que se fazem sentir no Ribatejo, com valores acima dos 40 graus em várias zonas servidas pela Águas do Ribatejo, estão a provocar um aumento muito significativo do consumo de água da rede pública, havendo locais onde o volume utilizado mais do que duplica face ao habitual.
A situação está a preocupar a empresa intermunicipal, que alerta para a pressão acrescida sobre os sistemas de abastecimento num período de calor intenso. Segundo a Águas do Ribatejo, este aumento revela não só uma maior procura associada às temperaturas elevadas, mas também “indícios de usos supérfluos de água tratada para consumo humano”.
Sem criar alarmismo, a empresa apela à população, empresas e instituições para que adotem uma utilização “moderada e responsável” da água da rede pública, restringindo o consumo ao estritamente necessário durante este período crítico.
A Águas do Ribatejo recomenda que sejam evitadas regas de jardins e relvados, lavagens de pátios, telhados, passeios, ruas ou viaturas, bem como o enchimento de piscinas, tanques ou outros reservatórios que não sejam essenciais.
Em causa está a necessidade de preservar as reservas de abastecimento e garantir que a água disponível é canalizada para as utilizações prioritárias. A empresa sublinha que os comportamentos responsáveis são fundamentais para assegurar “a capacidade de resposta às necessidades prioritárias”, incluindo o apoio ao combate a incêndios, sem comprometer o fornecimento público de água.
A pressão sobre a rede pública torna se particularmente sensível em dias de calor extremo, quando o consumo aumenta de forma abrupta e a utilização de água tratada para fins não essenciais pode colocar maior exigência sobre os sistemas.
A Águas do Ribatejo reforçou também as ações de sensibilização junto de consumidores industriais, comerciais e domésticos, alertando para a importância de um consumo consciente, sobretudo em períodos de temperaturas extremas e de maior pressão sobre o sistema de abastecimento.
A empresa insiste que o objetivo não é lançar alarme, mas evitar desperdícios numa altura em que cada utilização desnecessária pode fazer diferença na gestão das reservas e na segurança do abastecimento às populações.





