Bombeiros denunciam situação caótica nas urgências do Hospital de Vila Franca de Xira

16 Novembro 2021, 20:57 Não Por Redacção

Os corpos de bombeiros que regularmente prestam serviços de transporte de doentes ao Hospital de Vila Franca de Xira, entre eles os Bombeiros Voluntários de Benavente, denunciaram esta terça-feira, em carta pública, a situação caótica que se vive na unidade hospitalar, com macas a ficarem horas retidas e a deixarem inoperacionais diversas equipas e meios de socorro.

Numa carta dirigida ao Administrador do Hospital de Vila Franca de Xira, Carlos Andrade Costa os bombeiros dão conta do seu desagrado para com a situação, que não tem melhorado, depois do tempo que consideram ter sido o adequado para que fossem notadas as melhorias.

Apesar de conscientes de que a mudança da parceria público-privada para empresa pública iria trazer algumas alterações e constrangimentos ao funcionamento, estes acreditam que os seis meses que decorreram “seriam suficientes para a implementação dos novos métodos”.

“Mais recentemente, a um ritmo vertiginoso somos cada vez mais confrontados com situações desumanas, que escapam à compreensão de todos e que não são confortáveis nem para os utentes que transportamos nem tão pouco para os operacionais dos Corpos de Bombeiros que comandamos”, salienta, dando conta de uma “situação caótica em que temos encontrado as urgências do Hospital”, o que “tem causado constrangimentos vários no funcionamento dos Corpos de Bombeiros.”

Entre os constrangimentos estão o “aumento do número de horas de espera das ambulâncias por falta de recursos básicos como macas ou cadeiras de rodas”, pelo que apelam ao administrador que precisam “que entenda que estes tempos de espera causam impactos vários nos recursos humanos das nossas instituições, que vão desde o simples aumento injustificado de horas de trabalho como até à dificuldade de satisfação de necessidades mínimas como a logística alimentar.”

Com os equipamentos de socorro retidos, os bombeiros ficam também preocupados com “a redução de meios disponíveis para fazer face a um eventual acidente grave ou catástrofe uma vez que existem dias num passado bem recente em que os Corpos de Bombeiros chegam a ter a sua frota de emergência médica toda bloqueada, por falta de recursos já mencionados para dar o seguimento normal às vítimas de doença súbita, acidentados transportados entre outros.”

Temendo que a situação se venha a complicar ainda mais, com a chegada do pico da época da gripe, que certamente levará a um avolumar do número de ocorrências, os bombeiros solicitaram, “com a urgência possível” a marcação de uma reunião com a administração de modo a que sejam “apuradas quais as medidas concretas que vão ser levadas a cabo pelo Hospital para a resolução deste problema.”

A missiva foi assinada pelos Comandantes dos corpos de Bombeiros de Alcoentre, Alenquer, Alhandra, Alverca, Arruda dos Vinhos, Azambuja, Benavente, Castanheira do Ribatejo, Merceana, Póvoa de Santa Iria, Vialonga e Vila Franca de Xira.