A Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, visitou as obras de recuperação do dique na Vala da Azambuja, recentemente danificado por tempestades, numa deslocação que incluiu ainda a assinatura e homologação de 26 contratos-programa destinados a intervenções de emergência, reabilitação de infraestruturas e valorização do património ambiental.
Entre os municípios contemplados está Benavente, que assegurou um financiamento de 400 mil euros através de um acordo celebrado com a Agência Portuguesa do Ambiente, destinado à recuperação das zonas afetadas pelas cheias que atingiram o concelho no início do ano.
A Presidente da Câmara Municipal de Benavente, Sónia Ferreira, destacou a importância deste apoio, sublinhando que “assinámos hoje aqui um contrato com a Agência Portuguesa do Ambiente no valor de 400.000 euros de apoios para tudo o que tenha a ver com zonas ribeirinhas, linhas de água, recuperações decorrentes das cheias que tiveram lugar no passado mês de janeiro e fevereiro e que, como todos sabem, assolaram o nosso município”.
A autarca explicou que a intervenção terá como foco imediato a estabilização e requalificação da frente ribeirinha, com especial atenção à proteção ambiental e à prevenção de futuros episódios semelhantes. “No caso de Benavente, vamos reabilitar a zona ribeirinha na consolidação das barreiras e da fauna e da flora, de forma a conseguir evitar que mais tarde, em fenómenos parecidos, haja as cheias que se registaram este ano”, afirmou.
Para além da resposta imediata aos danos provocados pelas cheias, o município pretende transformar esta intervenção numa oportunidade de requalificação mais abrangente do território. Nesse sentido, está já em preparação um plano estratégico para toda a zona ribeirinha. “Neste momento, e aproveitando esta calamidade, estamos a desenhar um masterplan para toda a zona ribeirinha, que será intervencionada por fases”, revelou Sónia Ferreira.
Segundo a autarca, este plano prevê uma evolução faseada, começando pela recuperação das áreas afetadas e avançando posteriormente para a valorização do espaço enquanto área de lazer e usufruto público. “Esta fase é de recuperação e as fases seguintes serão para dar vida, nomeadamente com a recuperação da pista de pesca e de espaços de fruição para todos os munícipes”, acrescentou.
A possibilidade de reativação de valências como a pesca e a criação de zonas de lazer, eventualmente incluindo uma praia fluvial, surge assim como uma ambição futura, ainda que reconhecidamente desafiante. O objetivo passa por devolver a ligação da população ao rio, promovendo simultaneamente a sustentabilidade ambiental e a segurança das infraestruturas.
A visita da ministra e a formalização dos apoios inserem-se num esforço mais amplo de resposta aos efeitos das intempéries que afetaram vários territórios, reforçando a necessidade de intervenções estruturais que aumentem a resiliência das zonas ribeirinhas e minimizem o impacto de fenómenos extremos.






