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Benavente quer transformar as margens do Sorraia e do Almansor após recuperação dos estragos das cheias

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A recuperação dos diques danificados pelas tempestades e cheias do último inverno é apenas o primeiro passo de uma estratégia mais ampla que o Município de Benavente pretende desenvolver para valorizar as zonas ribeirinhas dos rios Sorraia e Almansor.

A visão foi partilhada pela presidente da Câmara Municipal de Benavente, Sónia Ferreira, durante a assinatura dos contratos-programa “Territórios Resilientes”, realizada em Valada do Ribatejo, no concelho do Cartaxo. A iniciativa, presidida pela Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, formalizou novos apoios financeiros destinados à recuperação das infraestruturas afetadas pelos fenómenos meteorológicos extremos registados no início do ano.

No caso de Benavente, o financiamento agora atribuído destina-se à reposição dos diques danificados pelas tempestades que atingiram o concelho, reforçando uma primeira ajuda já recebida anteriormente.

“Este já é a segunda ajuda que temos por parte da APA, da Agência para o Clima e do Ministério do Ambiente. Primeiramente recebemos 400 mil euros. Agora recebemos 200 mil para a reposição dos diques que ficaram danificados na altura das tempestades”, explicou a autarca.

Sónia Ferreira reconheceu, contudo, que o montante agora disponibilizado não cobre todas as necessidades existentes, mas destacou a importância do apoio para devolver estabilidade às áreas mais afetadas pelas cheias.

“Obviamente que este valor é uma ajuda. Não dá para fazer toda a obra que é necessária, mas é uma ajuda importante para a reposição da normalidade”, afirmou.

Para a presidente da Câmara, as intervenções de emergência e de recuperação representam também uma oportunidade para lançar as bases de um projeto mais ambicioso de requalificação das frentes ribeirinhas do concelho, envolvendo os rios Sorraia e Almansor.

“Estes valores vão ajudar, no fundo, a fazer as fundações daquilo que nós queremos construir nas nossas zonas ribeirinhas”, referiu, acrescentando que se trata de um trabalho que terá de ser desenvolvido de forma gradual. “Obviamente não conseguimos construir de um ano para o outro, mas terá que ser um investimento por fases.”

A autarca recordou que o município tem vindo a preparar uma estratégia de valorização destes espaços, procurando devolver às populações uma relação mais próxima com os cursos de água que atravessam o concelho.

“Esperamos que as pessoas do nosso município possam usufruir das nossas zonas ribeirinhas que têm estado ao abandono”, salientou.

O plano municipal passa por aproveitar a recuperação das estruturas afetadas pelas cheias para criar condições que permitam, numa fase posterior, desenvolver projetos de valorização ambiental, lazer e usufruto público nas margens do Sorraia e do Almansor, transformando áreas que durante anos sofreram com a falta de investimento e que foram fortemente afetadas pelos fenómenos meteorológicos extremos registados no último inverno.

A assinatura dos contratos-programa “Territórios Resilientes” surge precisamente no âmbito da resposta nacional aos prejuízos causados pelas cheias, apoiando intervenções de recuperação de diques, margens e linhas de água em vários municípios da Lezíria do Tejo e do Estuário do Tejo, com o objetivo de aumentar a resiliência dos territórios perante futuros eventos climáticos extremos.

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