Os municípios de Benavente, Cartaxo, Chamusca, Coruche e Vila Franca de Xira estão entre os 28 concelhos que assinaram esta segunda-feira os contratos-programa “Territórios Resilientes”, destinados a financiar intervenções de recuperação e restabelecimento em zonas ribeirinhas afetadas pelos fenómenos meteorológicos extremos registados no início do ano.
A cerimónia decorreu no espaço SóRio, em Valada do Ribatejo, no concelho do Cartaxo, e foi presidida pela Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, contando também com a participação da Agência para o Clima (ApC), da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e dos autarcas dos municípios abrangidos.
Os contratos visam apoiar obras de recuperação de margens, diques, linhas de água e outras infraestruturas afetadas pelas cheias que atingiram várias regiões do país, incluindo a Lezíria do Tejo e o Estuário do Tejo.
Na qualidade de anfitrião, o presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, João Heitor, recordou os momentos difíceis vividos durante as inundações que afetaram o concelho. “Aqui no Cartaxo, no sítio onde estão neste momento, tivemos água a dois metros e vinte. Tivemos, de facto, momentos de perigo. Sentimos que ele estava muito próximo”, afirmou.
O autarca destacou ainda a resposta conjunta das várias entidades envolvidas no combate aos efeitos das cheias, sublinhando a proximidade demonstrada pelo Governo, pela APA, pela Proteção Civil e pelos municípios vizinhos. “Foi isso que nos fez ultrapassar estes momentos de uma forma que considero ter sido um sucesso, tendo em atenção a gravidade dos acontecimentos que enfrentámos”, referiu.
Maria da Graça Carvalho recordou igualmente a visita realizada a Valada durante o período mais crítico das cheias, classificando esse momento como um dos mais difíceis da sua experiência governativa.
“Há quatro meses estivemos aqui e vimos o sofrimento das populações. Hoje estamos a renascer, recuperando o que ficou danificado e tornando-o mais bonito e mais forte”, afirmou a ministra.
A governante explicou que o Governo mobilizou verbas do Fundo Ambiental para apoiar os municípios afetados, num processo que procurou privilegiar a rapidez da resposta e a autonomia das autarquias.
“Será assim que se assinar, passados poucos dias, a Agência para o Clima transfere 100% do financiamento para as câmaras, num sinal de confiança e para que tudo seja muito mais célere”, revelou.
Maria da Graça Carvalho destacou ainda que este modelo permitiu acelerar significativamente a execução das intervenções. “Trabalhar em paralelo foi a forma de andar mais depressa. Tem corrido bem e já podemos ver muitas obras concluídas de norte a sul do país”, salientou.
Os contratos agora assinados permitirão que municípios fortemente afetados pelas cheias, como Benavente, Cartaxo, Chamusca, Coruche e Vila Franca de Xira, avancem com obras de recuperação e reforço da resiliência dos seus territórios, numa estratégia que pretende reduzir os impactos de futuros episódios climáticos extremos.
A iniciativa integra o programa “Territórios Resilientes”, criado para apoiar a recuperação das áreas mais afetadas pelas intempéries e reforçar a capacidade de resposta dos municípios perante fenómenos naturais cada vez mais frequentes e intensos.



























