Bactéria que afeta pomares leva à criação de zonas contaminadas em Almeirim, Azambuja e Rio Maior

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Foto por: D.R.
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A presença da bactéria Erwinia amylovora, responsável pela doença conhecida como fogo bacteriano, levou à definição de novas zonas contaminadas em vários concelhos do país, com particular impacto na região do Oeste e Vale do Tejo, onde se destacam Almeirim, Azambuja e Rio Maior.

De acordo com um edital divulgado pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), esta bactéria afeta culturas como pereiras, macieiras e marmeleiros, podendo provocar a perda total da produção e, em casos mais graves, a destruição completa dos pomares.

Entre os concelhos mais afetados, o de Azambuja e o de Rio Maior passam a estar integralmente classificados como zonas contaminadas, abrangendo todas as freguesias. Já no concelho de Almeirim, a freguesia de Benfica do Ribatejo foi identificada como área com presença confirmada da bactéria.

A decisão surge na sequência de ações de prospeção realizadas pelos serviços oficiais, que detetaram novos focos da doença em locais onde até agora não havia registo da sua ocorrência.

Perante este cenário, passam a ser obrigatórias várias medidas de controlo fitossanitário. Entre elas, destaca-se a necessidade de arrancar e destruir plantas infetadas, bem como remover partes afetadas das árvores, sempre que sejam visíveis sintomas da doença. Os produtores devem ainda proceder à desinfeção dos instrumentos utilizados nas podas e ficam impedidos de transportar plantas ou partes vegetais para fora das zonas contaminadas sem autorização.

Outras restrições incluem a proibição da instalação de apiários em pomares infetados entre março e junho, bem como a limitação da plantação de espécies suscetíveis em espaços públicos situados nas áreas afetadas.

A DGAV alerta que o incumprimento destas medidas constitui contraordenação económica grave, podendo implicar a intervenção das autoridades e a cobrança dos custos associados às ações necessárias para conter a propagação da bactéria.

As autoridades apelam ainda à colaboração de agricultores e da população em geral, recomendando que qualquer suspeita da presença da doença seja comunicada de imediato aos serviços competentes, de forma a travar a sua disseminação e proteger a produção agrícola da região.

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