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Azambuja levou à BTL a força da Feira de Maio, do vinho e do Tejo como marcas maiores da sua identidade

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O Município de Azambuja voltou a marcar presença na BTL 2026, apostando na promoção dos seus dois maiores ex-libris, a Feira de Maio e a Avinho – Feira do Vinho e das Adegas, num reforço claro da identidade ribatejana do concelho. O presidente da Câmara Municipal, Silvino Lúcio, destacou a importância destes eventos como motores de afirmação turística e cultural.

“Temos dois momentos muito fortes”, afirmou o autarca, referindo se à Avinho – Feira do Vinho e das Adegas e à tradicional Feira de Maio. Sobre o certame vínico, sublinhou que “tem vindo a consolidar se ano após ano” e revelou a ambição de inovar no futuro. “Queremos criar um novo modelo para a Feira do Vinho. Ainda não é este ano, mas esperamos conseguir avançar em breve com uma nova dinâmica.”

Já a Feira de Maio foi apresentada como o grande símbolo do concelho. “É a tradicional Feira de Maio, com aquilo que ela representa para todos os azambujenses e para aqueles que nos visitam, que são milhares”, afirmou. Silvino Lúcio considerou mesmo que o evento ultrapassou a dimensão regional. “Tem vindo a afirmar-se como uma grande feira a nível regional e até nacional. Porque não dizê-lo e assumir essa responsabilidade?”

No centro da estratégia turística está também o prato típico conhecido como “Torricado”, que o presidente classificou como parte indissociável da identidade local. “Faz parte da nossa identidade. Tem décadas, para não dizer que é centenário”, referiu, explicando a origem ligada aos trabalhadores rurais que levavam o farnel para o campo durante a semana.

“Como o pão endurecia, tiveram a inteligência de o aproveitar e enriquecer com azeite e alho, que são elementos essenciais da nossa culinária”, recordou. Para o autarca, esta herança gastronómica representa muito mais do que um produto turístico. “Temos feito uma aposta muito grande ao nível do Torricado, envolvendo as sete freguesias na festa. É uma aposta financeiramente sustentada, mas com uma raiz cultural e ancestral muito forte.”

Silvino Lúcio defendeu que Azambuja quer mostrar-se ao exterior mantendo as suas tradições. “É isso que demonstra bem qual é o nosso caminho e aquilo que queremos como mostra para fora, como prato gastronómico de excelência do nosso concelho.”

A presença na BTL serviu igualmente para reforçar a aposta na valorização do Tejo enquanto ativo turístico e ambiental. “O Tejo faz parte da nossa vivência diária há séculos. Temos de nos virar para o Tejo”, afirmou.

O presidente recordou que o município concluiu o reordenamento do esteiro num mandato anterior e que, mais recentemente, construiu um passadiço para ligar a Azambuja ao Tejo, à Vala Real e ao Palácio. Contudo, as intempéries deste inverno causaram danos significativos. “O passadiço desmoronou por força das águas. A força foi muito violenta e temos ali muito trabalho pela frente.”

Apesar dos transtornos, o autarca mostrou se determinado. “Vamos ter de reconstruir. É mais um trabalho que temos pela frente e iremos fazê-lo com todo o prazer.”

Silvino Lúcio destacou ainda a importância do projeto intermunicipal que visa ligar Azambuja a Santarém e aos restantes concelhos da Comunidade Intermunicipal através de uma rede de percursos junto ao rio. “Penso que é isso que falta, passarmos das palavras aos atos e começarmos a concretizar esse projeto.”

Com uma estratégia assente na tradição, na gastronomia e na valorização do território ribeirinho, Azambuja apresentou se na BTL 2026 como um concelho que honra as suas raízes, mas que pretende continuar a inovar e a reforçar a sua posição no panorama turístico regional e nacional.

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