O orçamento municipal da Azambuja para 2026, no valor de 32,6 milhões de euros, tem como prioridades a educação, o ambiente e o saneamento, disse hoje à agência Lusa o presidente daquela autarquia do distrito de Lisboa.
O documento, que contempla a proposta de orçamento para 2026 e as Grandes Opções do Plano (2026-2030), foi aprovado, por maioria, na última reunião da Assembleia Municipal de Azambuja, com os votos favoráveis do PS (12 eleitos) e do presidente da junta de freguesia de Alcoentre (Independente), contra do PSD (sete eleitos) e do Chega (quatro eleitos) e a abstenção da CDU (dois eleitos) e dos presidentes de junta de Aveiras de Baixo (PSD) e de Vila Nova da Rainha (PSD).
O orçamento para 2026 contempla uma redução de 1,4 milhões de euros face ao deste ano (34 milhões de euros).
De acordo com o documento, a que a agência Lusa teve acesso, a maior fatia do orçamento será destinada à área da educação (23,1%), do ambiente e saneamento (19,4%), seguindo-se a cultura, desporto, turismo e juventude (13,9%) e a modernização e reorganização dos serviços (10,1%).
Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara Municipal da Azambuja, Silvino Lúcio (PS), indicou como principais projetos a renovação de escolas e construção de novos estabelecimentos, incluindo uma escola no centro escolar do Valparaíso, a renovação de um estabelecimento em Aveiras de Cima e da escola secundária de Azambuja.
Na área do ambiente e do saneamento, o autarca referiu que pretende resolver “algumas pontas soltas” e manter o abastecimento de água potável, que já cobre 98% do município.
Na habitação, Silvino Lúcio destacou também a intenção de regenerar e recuperar as casas que pertenciam aos guardas que trabalhavam nos estabelecimentos prisionais de Vale Judeus e de Alcoentre, como a implementação de rendas a custos controlados em 24 habitações, em parceria com o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU).
O executivo da Câmara Municipal de Azambuja é composto por três eleitos do PS, incluindo o presidente, dois do PSD, um da CDU e um do Chega.
O PS e a CDU de Azambuja estabeleceram um acordo para garantir a estabilidade governativa da Câmara Municipal, cuja presidência foi conquista pelo socialista Silvino Lúcio sem maioria absoluta.






