Azambuja aposta numa nova visão da saúde e quer ser referência na próxima década

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O Município de Azambuja apresentou, esta terça-feira, dia 7 de abril, a sua Estratégia Municipal de Saúde, numa sessão pública realizada no Auditório Municipal do Páteo do Valverde, integrada nas comemorações do Dia Mundial da Saúde 2026.

A iniciativa reuniu diversas entidades locais e munícipes e marcou um momento de reflexão sobre as prioridades do concelho na área da saúde e do bem-estar, reforçando o compromisso da autarquia com políticas mais sustentáveis e inclusivas.

Ao NS, a vereadora com o pelouro da saúde, Ana Coelho, sublinhou a importância estratégica do documento agora apresentado. “Tivemos aqui esta apresentação pública de extrema importância daquilo que é a nossa Estratégia Municipal de Saúde”, afirmou, acrescentando que o objetivo passa por consolidar “um compromisso real com a saúde”.

A responsável destacou ainda a necessidade de alargar a visão tradicional sobre esta área: “Percebemos que a saúde é muito mais do que efetivamente a falta de médicos de família. A saúde abrange um conjunto de particularidades”, apontando fatores como “hábitos de vida saudáveis, a habitação, a educação, os espaços verdes e o ambiente” como determinantes essenciais.

Ainda assim, Ana Coelho reconheceu que a escassez de médicos continua a ser um dos principais desafios do concelho. “O município, desde o início, tem trabalhado naquilo que é o nosso real e principal problema, que é a questão da falta de médicos de família”, referiu, destacando medidas como o projeto Bata Branca, incentivos à fixação de clínicos e a criação de uma Unidade de Saúde Familiar.

A estratégia agora apresentada surge como um documento orientador para a próxima década, com horizonte até 2035. “Precisávamos deste documento orientador para efetivamente termos um caminho a seguir”, explicou a autarca, reconhecendo, contudo, a exigência da sua implementação: “É uma estratégia ambiciosa que vamos precisar de alguma ajuda destes parceiros para implementar no terreno”.

Entre as medidas já em curso, Ana Coelho destacou a requalificação de equipamentos de saúde no concelho. “Já iniciámos no Centro de Saúde de Alcoentre, estamos a terminar as obras, vamos iniciar também em Azambuja e depois avançar para Manique”, revelou, acrescentando que o trabalho será feito “a pouco e pouco”.

A dimensão territorial do concelho e as dificuldades de acessibilidade são também desafios identificados. “Torna o nosso trabalho mais desafiante”, admitiu, apontando problemas ao nível dos transportes públicos, sobretudo nas freguesias a norte, onde “verificamos muito esse problema e é necessário melhorar esse sistema”.

Um dos pontos inovadores da estratégia passa pela integração do projeto ColorAdd, que visa apoiar pessoas com daltonismo. Segundo a vereadora, esta aposta resulta de uma necessidade antecipada: “Achei super interessante e fiquei alerta para este problema, que existe, mas que nós também nunca tínhamos identificado”.

Ana Coelho alertou ainda para os riscos associados à dificuldade em distinguir cores em contextos críticos: “Muitas vezes, até em questões de segurança, isso é um problema real, porque símbolos químicos ou avisos de proteção civil são baseados em cores que uma pessoa daltónica não consegue distinguir”.

A sessão decorreu no âmbito da 6.ª edição da Semana da Atividade Física e Saúde, iniciativa que tem vindo a afirmar-se como um espaço de promoção de estilos de vida saudáveis no concelho.

Com esta estratégia, o Município de Azambuja pretende envolver a comunidade na definição de políticas locais e promover um futuro “mais saudável, inclusivo e consciente”, consolidando a saúde como eixo central do desenvolvimento do território.

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