Azambuja, conhecida pelo Torricado, pela Feira de Maio e pelo Vinho, está a desenvolver novos produtos turísticos com o objetivo de atrair visitantes que permaneçam mais de um dia no concelho, dinamizando, assim, a economia local, especialmente no setor da hotelaria.
Em entrevista ao NS, António José Matos, Vice-presidente da Câmara Municipal de Azambuja, reconheceu que a Feira de Maio, o Torricado e o Vinho são os produtos turísticos mais emblemáticos da região, mas anunciou que estão a ser criados novos produtos para explorar o potencial do território. “Estamos a trabalhar para potenciar o nosso território, desde Vila Nova de São Pedro até Vila Nova da Rainha”, afirmou o autarca.
Entre as iniciativas, destaca-se a exploração do Castelo de São Pedro, datado do Paleolítico, que está a ser intervencionado e estudado pela Universidade de Letras de Lisboa e pela Associação de Arqueólogos. O Palácio de Pina Manique, em Manique do Intendente, e as “terras de pão” também fazem parte das atrações em desenvolvimento.
António José Matos destaca ainda o grande potencial de locais como Alcoentre, Vale Paraíso e Aveiras de Baixo, além do Convento das Virtudes em Virtudes, e a forte ligação de Azambuja às tradições do Touro, do Cavalo e do Campino. “Em Vila Nova da Rainha, temos a primeira escola de aeronáutica do país, que celebrou 100 anos em 2014”, acrescentou.
O autarca sublinha que, embora Azambuja atraia muitos visitantes, o objetivo é trazer turistas que permaneçam pelo menos uma noite, algo que ainda não está plenamente explorado. O turismo religioso, nomeadamente os caminhos de Fátima e Santiago, também é uma fonte importante de visitantes.
“Azambuja está no epicentro do mundo”, afirmou Matos, referindo-se à posição estratégica do concelho, que é um grande polo industrial, responsável pela distribuição de alimentos para grande parte de Portugal. No entanto, há muito mais para explorar.
Embora os eventos em Azambuja recebam milhares de pessoas, o município ainda não consegue quantificar o retorno económico gerado. “Estamos a ponderar avançar com uma análise para obter um parecer quantificável sobre o impacto dos eventos na nossa economia”, disse Matos.
O Vice-presidente da Câmara lamenta as dificuldades impostas pelas entidades centrais, que, segundo ele, acabam por atrasar o desenvolvimento de projetos no concelho. “Muitas vezes, as decisões passam por entidades sediadas em Lisboa, que não têm a noção das necessidades locais”, disse, apontando que vários projetos estão paralisados à espera de aprovações que permitam alterar o uso do solo.
Apesar destes obstáculos, António José Matos destaca a importância do Plano Diretor Municipal, que permite alterar o uso do solo em áreas classificadas, promovendo o desenvolvimento económico e a qualidade de vida dos habitantes do concelho.





