O presidente da Câmara Municipal de Azambuja, Silvino Lúcio (PS), justificou hoje o aumento do tarifário da água em 3,41% com uma obrigação contratual com o concessionário, rejeitando as críticas dos vereadores do PSD.
“O aumento é contratual. Está no contrato de concessão. Portanto, não é por ‘dá cá aquela palha’ (…) Houve alturas em que a água baixou, embora pouco, mas baixou”, afirmou o autarca socialista, em declarações à agência Lusa, sublinhando que nessas alturas a oposição não se queixou.
Em causa está uma proposta de revisão do tarifário da empresa Águas da Azambuja para 2026, aprovada na última reunião do executivo liderado pelo PS, que prevê um amento do preço das tarifas em cerca de 3,41%, um valor superior à taxa de inflação de 2% prevista pelo Banco de Portugal.
A proposta foi aprovada com os votos favoráveis do PS (três eleitos, incluindo o presidente), a abstenção da CDU (um eleito) e contra do PSD (dois eleitos) e do Chega (um eleito).
Sem maioria absoluta, o PS estabeleceu um acordo com a CDU para garantir a estabilidade governativa neste município do distrito de Lisboa.
O presidente da Câmara de Azambuja atribuiu o aumento do custo da água com o preço praticado pela Empresa Portuguesa de Águas Livres (EPAL), responsável pelo fornecimento em alta.
“Em Azambuja, por exemplo, vende [a EPAL] a 70 cêntimos o metro cúbico e para outros vende a menos de 40 ou 50”, queixou-se, ressalvando que “quando se compra água caríssima tem de se aumentar em função daquilo que o contrato determina”.
Questionado sobre a disponibilidade para rever o contrato, Silvino Lúcio referiu que uma revisão iria custar algumas centenas de milhares de euros e sublinhou a competência da empresa concessionária.
“Eles têm feito uma boa gestão. Tem havido poucas ruturas, têm estado a intervir nos sítios com maiores problemas e têm andado a descobrir quem anda a roubar água para os jardins. Estamos apenas com uma perda de água de 19%”, afirmou.



