Os deputados do Partido Socialista (PS) Hugo Costa e Marcos Perestrello visitaram esta segunda-feira os concelhos de Salvaterra de Magos e Almeirim, no âmbito do acompanhamento da execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), com especial enfoque em projetos na área da saúde.
A iniciativa, promovida pelo Grupo Parlamentar do PS, integra um conjunto de visitas a nível nacional para avaliar o estado das obras financiadas pelo PRR. No distrito de Santarém, a comitiva começou por Salvaterra de Magos, com passagem pela Unidade de Saúde Familiar de Marinhais, seguindo depois para Almeirim.
Hugo Costa, deputado e líder da Federação Distrital do PS de Santarém, destacou a preocupação com o atraso verificado em Marinhais, sublinhando a importância de encontrar soluções que garantam a continuidade do financiamento. “Temos uma grande preocupação com a Unidade de Saúde de Marinhais, porque o atraso é significativo, de cerca de um ano, e é fundamental encontrar uma solução que evite a perda de financiamento para uma obra essencial para a população”, afirmou.
O socialista alertou ainda para o risco de devolução de verbas caso os prazos não sejam cumpridos, lembrando que o calendário atual aponta para agosto como limite para a execução dos projetos. “Estes investimentos são cruciais, não só na saúde, mas também na educação, habitação e outras áreas. Se não forem concluídos, estamos a falar de milhões de euros que o país poderá ter de devolver”, referiu.
Em contraste, a situação em Almeirim foi descrita como mais positiva. A primeira fase da requalificação da Unidade de Saúde local decorre dentro dos prazos previstos, sendo considerada um exemplo de execução alinhada com os objetivos do PRR. Ainda assim, Hugo Costa frisou que, em ambos os casos, os investimentos representam uma mais valia significativa. “São obras que aumentam a qualidade das infraestruturas e que podem contribuir para atrair mais profissionais de saúde para o território”, salientou.
Entre os principais constrangimentos identificados estão dificuldades nos processos de contratação pública, escassez de mão de obra e aumento dos custos, fatores agravados pelo contexto internacional. “Estamos perante um efeito cumulativo de dificuldades, desde questões técnicas até à falta de trabalhadores. Portugal não tem mão de obra suficiente para responder a todas estas obras, pelo que será necessário recorrer também a trabalhadores vindos de fora”, explicou.
O deputado garantiu que o Partido Socialista irá questionar o Governo sobre estes casos concretos e defender soluções que permitam ultrapassar os atrasos, incluindo a possibilidade de prolongamento dos prazos do PRR junto das instituições europeias ou o recurso a outros instrumentos de financiamento.
Aos autarcas e populações locais, Hugo Costa e Marcos Perestrello deixaram uma mensagem de disponibilidade institucional. “Estamos totalmente disponíveis para cooperar com os municípios e com o Governo na procura de soluções que permitam concretizar estes investimentos, que são fundamentais para o desenvolvimento da região e para a qualidade de vida das populações”, assegurou.
Os deputados destacaram ainda que os atuais constrangimentos são agravados pelos conflitos internacionais, nomeadamente na Europa e no Médio Oriente, que têm contribuído para o aumento dos custos de contexto e para maiores dificuldades no mercado de trabalho.




