O proTEJO – Movimento pelo Tejo denunciou, na segunda-feira, 19 de janeiro, à Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAMAOT) um novo surto de poluição no rio Tejo, caracterizado pela presença de espuma abundante entre a barragem do Fratel e a Barca da Amieira do Tejo, ocorrido de forma regular entre 17 e 19 de janeiro, com base em captações de vídeo e testemunhos de cidadãos.
Quanto a este novo episódio de poluição, o movimento admite suspeitar que a sua origem possa estar em descargas de efluentes localizadas a montante da Barca da Amieira do Tejo, apelando à necessidade de averiguar a eventual responsabilidade de descargas urbanas e/ou industriais com parâmetros de qualidade fora dos limites legais.
Neste contexto, o proTEJO solicita a intervenção da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e da IGAMAOT de modo a conter o surto de poluição, reclamando, em primeiro lugar, a realização de análises regulares à qualidade da água do Tejo a montante da Barca da Amieira do Tejo, incluindo a verificação da existência de fibras de celulose.
O movimento pede ainda o destacamento de equipas de fiscalização destinadas à deteção de descargas de efluentes urbanos e industriais que não cumpram os níveis permitidos nas respetivas licenças, bem como o agendamento de uma reunião da Comissão de Acompanhamento sobre a Poluição do rio Tejo para avaliação da situação.
O proTEJO garante que se manterá vigilante e que irá requerer informação sobre a ação desenvolvida para resolver este novo surto de poluição ao Ministério do Ambiente e da Energia, à Agência Portuguesa do Ambiente, à IGAMAOT e ao Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente, reiterando que “o Tejo merece melhor”.





