A Associação Industrial Portuguesa (AIP) manifestou hoje preocupação com os impactos provocados pela depressão Kristin no tecido empresarial e apelou a medidas de apoio do Governo.
Em comunicado, a AIP referiu que muitas empresas registaram danos relevantes nas instalações, equipamentos e atividade, enfrentando agora dificuldades para retomar a normalidade, num contexto já exigente para a competitividade e sustentabilidade dos negócios.
Perante os prejuízos, a AIP apelou ao Governo para a adoção urgente de medidas extraordinárias de apoio às empresas afetadas, para uma rápida recuperação da atividade económica, preservando postos de trabalho e evitando o encerramento de unidades produtivas regionais.
A associação propõe ainda a constituição de grupos de trabalho entre a AIP, as associações empresariais regionais e as comunidades intermunicipais para que sejam inventariados os prejuízos, discussão das medidas e monitorização da sua aplicação.
A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.
Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.






