O mercado de arrendamento em Portugal registou um aumento moderado de preços em dezembro, com as rendas a subirem 0,9% face ao mesmo mês do ano anterior. De acordo com o índice do idealista, o valor mediano nacional fixou-se em 16,4 euros por metro quadrado no final do mês, confirmando a pressão contínua, ainda que menos intensa, no setor.
No distrito de Santarém, a tendência é de subida, alinhada com a maioria dos territórios analisados. As rendas aumentaram 2,4% em termos anuais, refletindo uma procura crescente na região, mas sem aproximar o distrito dos mercados mais caros do país. No ranking de preços, Santarém permanece entre os mais acessíveis, com um valor mediano de 8,4 euros por metro quadrado, abaixo de distritos como Lisboa e Porto, que lideram com 20,2 e 15,5 euros por metro quadrado, respetivamente.
Entre as capitais de distrito, a cidade de Santarém registou uma subida anual de 3,6%, situando o preço mediano do arrendamento em 8,7 euros por metro quadrado, num patamar intermédio quando comparado com outras capitais. Lisboa continua a ser a mais cara, com 22,1 euros por metro quadrado, seguida do Porto, com 17,4 euros, e do Funchal, com 16,2 euros. Nas cidades mais económicas, Viseu e Bragança mantêm valores mais baixos, com 7,8 e 6,2 euros por metro quadrado, respetivamente.
A análise do idealista, que considera preços de oferta publicados em anúncios válidos e exclui valores atípicos, mostra ainda que o Norte foi a única região a registar uma descida de rendas no último ano, caindo 1,1%. No polo oposto, a Região Autónoma dos Açores liderou as subidas regionais, com um aumento de 17,9%, seguida do Algarve e do Centro, com 5,6% e 5,3%, respetivamente.
No contexto nacional, o distrito de Santarém continua a ser uma alternativa mais equilibrada para quem procura arrendar casa fora dos grandes centros urbanos, conciliando crescimento do mercado com valores que se mantêm competitivos. A evolução recente, apesar de ascendente, evidencia um ritmo de subida inferior ao de muitos outros territórios, mantendo a região numa posição atrativa, sobretudo para famílias e jovens profissionais que procuram soluções mais sustentáveis no interior do país.




