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Alviela volta a sofrer descarga poluente em dia de chuva

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Se o dia acorda cinzento e chuvoso é quase certo que o rio Alviela sofreu uma descarga poluente e na terça-feira, 11 de fevereiro, não foi exceção. A aldeia de Pernes, no concelho de Santarém, voltou a despertar com o habitual cenário quase dantesco de mau cheiro provocado pelas descargas poluentes de dejetos animais feitas à socapa no rio por uma das pecuárias a montante da vila e que deixa o rio com uma espuma castanha a correr em direção à foz com o Tejo.

As descargas têm sido reportadas por vários habitantes e pela Comissão de Luta Anti Poluição do Alviela (CLAPA), mas as autoridades têm feito ouvidos de mercador e a situação continua por resolver e com tendência a agravar-se. Foram várias as queixas apresentadas junto do Serviço Especial de Proteção da Natureza (SEPNA) da GNR, e os populares têm lamentado a atuação deste organismo, que só aceita participações via telefone e em horário de expediente (09h00 às 17h00) e na grande maioria das vezes desloca-se aos locais várias horas ou mesmo dias depois de terem sido reportados focos de poluição.

A 23 de fevereiro o NS publicou uma reportagem sobre esta mesma temática, em que contou com o testemunho do, na altura, presidente da CLAPA, José Gabriel em que lamentava a falta de atuação das autoridades competentes. Praticamente um ano após a elaboração deste trabalho, a situação mantém-se aparentemente igual, quer nos atentados ambientais ao rio Alviela, quer na atuação das autoridades que assistem impávidas e serenas à destruição de um rio.

No mesmo texto, o presidente da Câmara de Santarém, João Leite, também levantou críticas à gestão feita na última década na administração pública, lamentando o “desinvestimento brutal”, acrescentando que o Estado tem de perceber que nas áreas de fiscalização é preciso um investimento.

“Não podem faltar recursos pra fiscalizar e monitorizar um património tão importante como os rios”, garantindo que levantará críticas a qualquer governo que não inverta as políticas de desinvestimento dos últimos 10 anos. Ainda assim, um ano após estas declarações, palavras levou-as o vento e medidas para travar este flagelo ainda não foram tomadas.

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