O Município de Alpiarça apresentou na BTL 2026 o Festival Gastronómico Sabores do Campo e da Charneca Ribatejana, uma iniciativa que decorrerá entre 26 e 28 de Junho e que assume este ano um significado especial, após as recentes cheias que atingiram o concelho.
Na apresentação, o executivo destacou que o evento é muito mais do que uma celebração gastronómica. “Falamos mais do que no festival. Falamos de gastronomia, falamos de identidade, de memória e, sobretudo, de esperança”, foi sublinhado durante a sessão.
O festival, explicaram os responsáveis, “nasce das nossas tradições, dos nossos saberes antigos, do trabalho árduo das nossas gentes e da generosidade da nossa terra”, uma terra “fértil, moldada pela força do Tejo, que tantas vezes nos dá a vida, mas também nos coloca à prova”.
As intempéries recentes deram uma nova dimensão ao certame. “Este ano, a realização do festival ganha ainda mais significado. As cheias atingiram duramente Alpiarça, produtos, produtores e famílias”, recordou a autarquia, reforçando que é precisamente nestes momentos que o espírito da comunidade se afirma. “As cheias fazem parte da nossa história e é nesses momentos que o verdadeiro espírito de Alpiarça se revela, com união e vontade de fazer ainda melhor.”
Entre 26 e 28 de Junho, o concelho quer mostrar “o que de melhor há em Alpiarça”, desde a “gastronomia rica” aos “produtos de excelência”, sem esquecer “as suas tradições e as suas gentes”.
O programa inclui provas gastronómicas, animação musical, provas de vinhos, passeios de barco, provas de melão e melancia e recriações etnográficas que transportam os visitantes para o passado. “Ao longo destes três dias, o festival oferece um programa diversificado”, foi destacado.
Um dos momentos simbólicos apresentados na BTL foi a recriação da “Meia Laranja”, dinamizada pelo Grupo Etnográfico Danças e Cantares de Alpiarça. A meia laranja era o local onde os trabalhadores almoçavam, normalmente junto às oliveiras. “O almoço era confecionado no local, como sopa de couves com feijão e carne ou bacalhau com batata e massa. A hora de almoço era curta, mas ainda dava para dançar”, foi explicado, evocando uma tradição que faz parte da memória colectiva.
O espaço era caracterizado pelos farnéis pendurados nas árvores, protegidos dos animais. “Hoje não conseguimos ter a árvore, mas temos a representação da meia laranja”, referiram, num momento que aliou demonstração cultural e degustação gastronómica.
Durante a apresentação, o público foi convidado a provar algumas das especialidades que estarão disponíveis no festival, preparadas pelo cozinheiro Marco, presença habitual no evento, que levou à BTL sopa de feijão com arroz e bacalhau à liberdade.
Outro dos destaques será a realização da mini Meia Maratona Alpiarça Terra de Melão, iniciativa que conjuga desporto, convívio e promoção dos produtos locais. “É uma forma de aliar o convívio e a promoção ao desporto e à valorização dos produtos da região”, sublinhou o município.
A autarquia encerrou a apresentação com um convite aberto. “Que este festival seja um reencontro com as nossas raízes, a celebração da nossa cultura e a homenagem a quem todos os dias preserva os sabores e mantém vivas as nossas tradições.”
























