A Associação Industrial Portuguesa (AIP) aprovou, em Assembleia Geral, o Relatório de Atividades e Contas referente ao exercício de 2025, bem como a integração do Fórum para a Competitividade na sua estrutura, passando este a funcionar como Comissão Especializada Fórum para a Competitividade.
Segundo os dados apresentados, a associação registou um resultado líquido positivo de 333 mil euros, o valor mais elevado desde 2011, refletindo uma melhoria significativa dos principais indicadores financeiros.
Os rendimentos da AIP atingiram os 5,7 milhões de euros, sendo que 64% correspondem a proveitos de mercado. O passivo total reduziu-se em 23% face ao ano anterior, passando de 5,1 para 3,9 milhões de euros, enquanto o passivo bancário registou uma descida de 35%, fixando-se nos 1,1 milhões de euros.
A integração do Fórum para a Competitividade foi um dos pontos centrais da reunião magna. O presidente da Direção da AIP, José Eduardo Carvalho, considerou que a nova comissão especializada terá “um papel insubstituível”, reforçando a defesa do liberalismo económico, da concorrência e da economia de mercado.
O dirigente garantiu ainda que a estrutura agora criada terá “a mais ampla liberdade e autonomia de intervenção pública”.
No balanço das atividades desenvolvidas em 2025, José Eduardo Carvalho destacou a mobilização de mais de 9900 empresas e de cerca de 5900 participantes nos vários projetos e iniciativas promovidos pela associação.
Durante o último ano, a AIP registou 188 novas adesões, alcançando um total de 6500 associados, entre empresas e 135 associações empresariais, consolidando a sua posição como a maior estrutura empresarial do país.
O responsável salientou também a forte representatividade da associação fora da Área Metropolitana de Lisboa, indicando que cerca de 56% dos associados se concentram nas regiões do Oeste, Vale do Tejo e Centro.
“Temos mais associados no Norte do que na área metropolitana de Lisboa”, sublinhou José Eduardo Carvalho.
A Associação Industrial Portuguesa é uma entidade privada sem fins lucrativos e Pessoa Coletiva de Utilidade Pública, desempenhando igualmente funções de Câmara de Comércio e Indústria. Com atuação multissetorial e abrangência nacional, a AIP dedica-se à defesa dos interesses das empresas, à promoção da competitividade, da inovação e do desenvolvimento económico em Portugal.





